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15 de Abril de 2010

 

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Ações da Heineken sobem 5% após compra da Femsa

Negócio inclui assunção de dívida da cervejaria mexicana, avaliada em US$ 2,1 bilhões

11 de janeiro de 2010 | 12h 14
Marcílio Souza, da Agência Estado

As ações da cervejaria Heineken subiam mais de 5% por volta de 11h50 (horário de Brasília) e eram um dos destaques de alta na bolsa de Amsterdã nesta segunda-feira, 11. Mais cedo, a companhia anunciou a compra das operações da Fomento Económico Mexicano SAB de CV, ou Femsa.

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A transação, toda em ações, avalia a Femsa em 5,3 bilhões de euros (US$ 7,7 bilhões) e consiste de um valor acionário implicado de 3,8 bilhões de euros, tomando como base o preço de fechamento da ação da Heineken na sexta-feira, de 32,925 euros, e da assunção de dívida líquida e obrigações com aposentadorias da Femsa no valor de US$ 2,1 bilhões (1,5 bilhão de euros).

O acordo deve fortalecer a presença da holandesa na América Latina e seu portfólio de marcas internacionais, ao mesmo tempo em que protegerá sua posição no mercado de importação norte-americano. O executivo-chefe da Heineken, Jean Francois van Boxmeer, destacou que a compra "oferece oportunidades para a aceleração das vendas nos mercados em rápido crescimento do Brasil e do México" e que o porcentual do lucro antes de juros e impostos da Heineken proveniente de mercados emergentes vai subir de 32% para 40% após a compra.

A maior parte dos executivos de bancos e de analistas do setor que acompanhavam o processo de venda da Femsa previa que a britânica SABMiller levaria a empresa. A SABMiller, no entanto, deixou a disputa em dezembro, conforme informou o Wall Street Journal.

Alguns analistas afirmavam que a Heineken precisava da Femsa mais do que a SABMiller, porque a holandesa tem uma presença muito menor em mercados emergentes importantes.

Além disso, nos EUA, o maior mercado de cerveja do mundo em lucros, a Heineken tornou-se mais dependente das cervejas mexicanas que importa da Femsa, já que sua própria marca enfrenta dificuldades.

"O acordo da Heineken com a Femsa é excelente", disse o analista Kris Kippers, da Petercamm, que elevou a ação da cervejaria holandesa para comprar. "A Heineken tornou-se mais presente nos emergentes, não aumentou seu endividamento e protege suas importações nos EUA, que são cruciais para suas operações no país", acrescentou.

Com a transação, a Femsa vai se tornar o segundo maior acionista da Heineken NV. O diretor financeiro da Heineken, Rene Hooft Graafland, disse que a estrutura do acordo, todo em ações, foi um pedido da mexicana. "A Femsa quis diversificar-se reinvestindo numa grande cervejaria", disse ele. A relação entre dívida líquida e Ebitda da Heineken ficará praticamente inalterada em 3,1 após o acordo.

A Femsa é composta por três segmentos: bebidas não alcoólicas, cerveja e varejo. As operações de cerveja têm aproximadamente US$ 4 bilhões em vendas anuais e controlam pouco menos da metade do mercado de cerveja do México, um duopólio liderado pela Modelo. Sua unidade Coca-Cola Femsa é a maior engarrafadora da Coke na América Latina em volume.

O portfólio de marcas da Femsa no Brasil inclui Kaiser, Summer Draft, Bavaria, Xingu e Sol. O grupo também importa do México para o Brasil a Dos Equis. As informações são da Dow Jones.



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