Apesar da crise, indústria quer investir e foca mercado interno
Sondagem da CNI aponta pequeno recuo das empresas que planejam investir, de 86% em 2008 para 82% em 2009
A Sondagem Especial, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que 82% das empresas pretendem investir em 2009. O porcentual é um pouco menor que o registrado na sondagem de 2008, quando 89% das empresas planejavam investir naquele ano. A sondagem revela também que a maior parte dos investimentos previstos para 2009 terá como objetivo atender a demanda interna. Segundo a pesquisa, 73% das empresas disseram que o foco dos investimentos será atender prioritariamente o mercado doméstico. Para apenas 3% a prioridade será o mercado externo. E 24% disseram que os investimentos devem atender igualmente aos dois mercados. Veja também: BB aposta em crédito na crise e tem lucro recorde Entenda o novo plano dos EUA para resgatar bancos De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29 Como o mundo reage à crise Segundo a CNI, a natureza dos investimentos, no entanto, será diferente este ano. O principal objetivo apontado pelas empresas será a melhoria da qualidade dos produtos. Esse objetivo foi assinalado por 41% das empresas ouvidas. Aumentar a produção foi apontada por 40% das empresas, enquanto que, em 2008, esse quesito tinha 58% das respostas. A CNI aponta a elevada folga na capacidade produtiva e as expectativas pessimistas quanto à demanda farão com que as empresas reduzam as compras de máquinas e equipamentos em 2009 na comparação com ano anterior. Para 45% das empresas, haverá redução das compras; 41% manterão as compras inalteradas; e 14,5% disseram que pretendem aumentar a aquisição de máquinas e equipamentos neste ano. Segundo a CNI, a participação dos investimentos previstos para atender ao mercado externo está caindo desde 2005. Na pesquisa do ano passado, a estimativa era de 4,6% das empresas. A CNI apurou também que, para 75% das empresas, a incerteza econômica é o principal risco aos investimentos previstos para 2009. Outras 43% assinalaram como fator de risco a reavaliação da demanda. A pesquisa ouviu 1.407 empresas entre os dias 5 e 26 de janeiro.
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