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As maiores reservas internacionais ao redor do mundo

Veja o que são e para que servem as reservas em moeda estrangeira acumuladas pelas nações

10 de julho de 2009 | 18h 02

As reservas internacionais de um país representam o total de moeda estrangeira (principalmente dólares, no caso brasileiro) mantido pelo Banco Central, disponível para uso imediato. A maioria desses recursos fica aplicada em títulos da dívida de outros países.

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Em um regime de câmbio fixo, as reservas são utilizadas pelo governo para manter a taxa de câmbio no nível determinado pela política econômica do país. Ou seja, se o dólar começa a subir acima do limite estabelecido, o BC vende moeda das reservas e reduz a pressão de alta. Em um cenário inverso, se as cotações caem abaixo do limite, o BC compra dólares para puxar para cima as cotações.

Esse modelo foi utilizado no Brasil até janeiro de 1999. Naquela época, diante de uma crise internacional, os investidores estrangeiros começaram a retirar dólares do País, o que fez a moeda norte-americana subir muito. Para conter a alta do dólar, o BC derramou dólares no mercado, o que provocou uma forte queda das reservas - de US$ 74,6 milhões em abril de 2008 para US$ 36,1 milhões em janeiro de 1999. A partir daí, o governo decidiu adotar o câmbio flutuante.

As reservas têm origem nos superávits do balanço de pagamentos - que registra todas as transações entre o país e o resto do mundo: toda vez que há uma entrada de moeda estrangeira, o BC realiza o câmbio, ficando com os dólares e pagando os exportadores em reais. Quando há mais entradas de dólares que saídas, o BC acumula reservas. Inversamente, quando o país é deficitário, há uma saída de divisas que o BC cobre fazendo uso das reservas acumuladas.

O Brasil também acumula reservas quando entra no mercado de câmbio comprando dólares. No regime de câmbio flutuante, essas intervenções acontecem quando há um excesso de moeda norte-americana no mercado e a cotação começa a cair muito rapidamente. Para evitar choques no câmbio, o Banco Central entra comprando. Ao mesmo tempo, quando há falta de dólares no mercado, e o real começa a se desvalorizar rapidamente, o BC entra vendendo dólares e o nível das reservas cai.

Muitos economistas e também o atual governo federal defendem uma política de acumulação de reservas internacionais no Brasil para que o País tenha mais força para enfrentar choques externos, como a atual crise econômica. No ano passado, as reservas brasileiras bateram recorde histórico de US$ 209,224 bilhões.

Outros economistas, porém, argumentam que as reservas também têm seu custo. Isso porque, existe uma diferença entre o retorno da aplicação das reservas em instituições internacionais e o valor pago aos detentores da sua dívida interna, o que gera um custo fiscal para o governo.



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