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BC reforça reservas como seguro para ano eleitoral
Como seguro extra para o próximo ano de eleições, o Banco Central (BC) resolveu reforçar ainda mais as reservas internacionais brasileiras, informou uma fonte do governo. As compras se darão dentro das condições de mercado e não há ?meta ou teto? a serem perseguidos. Mesmo em nível já elevado - as reservas bateram na semana passada o recorde histórico de US$ 209,57 bilhões - a decisão é uma medida preventiva para ampliar o colchão de segurança para o próximo ano.
Em 2002, durante disputa eleitoral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, José Serra, economia brasileira viveu uma crise de confiança que levou o dólar a bater R$ 4,00 e o risco Brasil subir acima de 2 mil pontos. Naquele momento, o saldo das reservas girava em torno de US$ 37 bilhões e o BC não tinha bala na agulha para enfrentar a excessiva volatilidade da taxa de câmbio e o movimento especulativo do mercado.
?É um seguro?, admitiu a fonte da equipe econômica. Para a fonte, as incertezas em torno do primeiro ano do próximo presidente já contaminam o mercado e exigem essa cautela adicional, mesmo as reservas estando em volumes já confortáveis. A avaliação é de que o chamado ?risco eleitoral?, que incluiria o temor de uma deterioração da sustentabilidade da política fiscal, é o que explica o prêmio de risco elevado que está embutindo no mercado futuro de juros, apesar de as projeções tanto do mercado como do BC apontarem a inflação em 2009 e 2010 bem abaixo do centro da meta de 4,5%.
Na dúvida e diante do histórico brasileiro, o mercado, segundo essa avaliação, já estaria cobrando um preço mais alto por essa incerteza. Na semana passada, o próprio presidente do BC, Henrique Meirelles, alertou o mercado para o descompasso entre os juros de mercado e as projeções de inflação. Desde janeiro de 2004 o BC iniciou o programa de recomposição das reservas. O programa é baseado em três premissas: não adicionar volatilidade, não pressionar a taxa de câmbio e ser feita com condições favoráveis do mercado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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