terça-feira, 6 de janeiro de 2009, 00:44 | Online

Bolsas asiáticas abrem pregão em alta com plano de Obama

Mercado de Tóquio subia 107,98 pontos (1,19%) com o fortalecimento do dólar frente ao iene

Agências internacionais

TÓQUIO - As Bolsas asiáticas abriram o pregão desta terça-feira, 6, em alta, após o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciar um pacote de US$ 775 bilhões. Nesta segunda-feira, Obama afirmou que espera que o megapacote seja aprovado até a primeira semana de fevereiro.

 

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A Bolsa de Tóquio subia 107,98 pontos (1,19%), aos 9.151,10 pontos, continuando a subida da véspera, graças ao ligeiro fortalecimento do dólar frente ao iene. Já o Topix, que reúne as ações mais negociadas, subiu 6,86 pontos (0,78%), aos 882,77 pontos.

 

O dólar abriu em alta no mercado de divisas de Tóquio, negociado a 93,18 ienes, frente aos 92,01 ienes da jornada anterior. O euro era negociado a 127,09 ienes, frente aos 128,15 ienes da jornada anterior. Com o dólar, o euro era cotado a US$ 1,3635, frente aos US$ 1,3927 do fechamento anterior.

 

O indicador Kospi da Bolsa de Valores da Coréia do Sul aumentava 9,95 pontos (0,84%), aos 1.183,52 pontos. Já o índice de ações de empresas tecnológicas Kosdaq subia 2,97 pontos (0,86%), aos 345,74 pontos.

 

O índice PSEI da Bolsa de Valores de Manila, nas Filipinas, aumentava 4,61 pontos (0,23%), para 1.979,30. Em Bangcoc, o índice SET registrava alta de 6,94 pontos (1,44%), para 485,63. O indicador JKSE da bolsa de Jacarta subia 5,77 pontos (0,40%) na abertura do pregão, para 1.443,11.

 

O índice Straits Times da bolsa de Cingapura aumentava 1.923,39 pontos, após ter queda de 1,48 (0,08%). O índice composto KLCI do pregão de Kuala Lumpur, na Malásia, se situava em 918,74 pontos ao perder 1,92 (0,21%) na abertura dos negócios. O índice Hang Seng da Bolsa de Valores de Hong Kong ganhava 49,16 pontos (0,32%), e estava em 15.612,47 pontos na abertura do pregão.

 

Plano de Obama

 

O programa de Barack Obama inclui cortes de impostos de US$ 300 bilhões – ou 40% do valor total de US$ 775 bilhões – para famílias e empresas, além de uma série de gastos que vão de suporte a governos estaduais a investimentos em infraestrutura. Um dos principais objetivos do plano é o de criar 3 milhões de empregos, para compensar a perda de 2 milhões de postos de trabalho no ano passado.

 

No caso das empresas, uma parcela de US$ 100 bilhões será injetada ao se permitir uma antecipação mais ampla de créditos tributários relativos a prejuízos em 2008. Há também mais US$ 50 bilhões de subsídio fiscal para contratação de novos funcionários, cancelamento de planos de demissão e investimento em novos equipamentos.

 

Além dos cortes de impostos, suporte aos Estados e investimentos em infraestrutura – em estradas, pontes, energia e instalações militares –, o programa de estímulo fiscal inclui gastos na área social e em itens como banda larga nas escolas e informatização da saúde. Há expectativa de que o valor inicial, de US$ 775 bilhões, seja ampliado na tramitação no Congresso, principalmente por inclusão de outros gastos por parte de parlamentares democratas.


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