China apoia no G-20 esforços para crescimento balanceado
Proposta é para que país asiático aumente o consumo doméstico e reduza o superávit comercial
A China demonstrou seu compromisso em impulsionar a demanda doméstica como forma de responder aos desequilíbrios no crescimento econômico global, oferecendo algum apoio às iniciativas que o presidente dos EUA, Barack Obama, vêm defendendo no encontro do G-20, em Pittsburgh.
Veja também:
G-20 vai substituir G-8 como principal fórum econômico
Compare o impacto da crise nos países do G-20
G-20 fecha acordo para manter medidas de estímulo
Brasil e emergentes colhem vitória com G20 mais forte
G20: confira quais promessas foram cumpridas
Os formuladores de política estão "bastante cientes" do problema do baixo consumo na China e tomaram medidas para encorajar o consumo doméstico e a demanda, disse Ma Xin, funcionário sênior da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, que conduz a política econômica chinesa.
Dentro da "Estrutura para Crescimento Balanceado e Sustentável", proposta por Obama, os EUA economizariam mais e lidariam com seu elevado déficit orçamentário, a China aumentaria o consumo doméstico e reduziria o superávit comercial, e a Europa tomaria medidas para impulsionar o investimento empresarial.
Mas, as autoridades que acompanham o presidente chinês, Hu Jintao, no encontro de líderes do G-20 alertaram ontem à noite que tais questões não podem ser resolvidas simplesmente com a elevação de alguns indicadores, como as taxas de poupança nos EUA. Hu discursa hoje no segundo dia do encontro do G-20.
A China instou as nações desenvolvidas a assumir mais responsabilidades para responder aos desequilíbrios econômicos globais e mudar para um modelo mais sustentável e balanceado, com mais financiamento e ajuda tecnológica às nações em desenvolvimento.
"A causa essencial do desequilíbrio na economia mundial é o desequilíbrio no desenvolvimento", disse Zheng Xiaosong, diretor-geral do Departamento de Relações Internacionais do Ministério das Finanças, na China. "Você não pode esperar que alguns países em desenvolvimento preencham o buraco na demanda deixado pelos países desenvolvidos, que estão ocupados enfrentando a crise financeira internacional."
Outra proposta de Obama que pede uma redução gradual dos subsídios dos governos para combustíveis fósseis também foi desprezada. Ma, da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, disse que a China nunca adotou políticas para subsidiar combustíveis fósseis.
Voltando-se à economia chinesa, Ma afirmou que ainda é muito cedo para retirar o estímulo econômico, uma vez que a economia mundial ainda mostra sinais "iniciais" de recuperação. Mas ele ponderou que a intervenção do governo para revitalizar a economia não pode durar para sempre, e acrescentou que os formuladores de política devem estudar propostas e o momento adequado de retirar o estímulo. As informações são da Dow Jones.
Notícias relacionadas:
Siga o @EstadaoEconomia no Twitter
- 23:00 UE estuda plano para retirar Grécia do bloco
- 23:00 Roubini, do apocalipse à Apoteose
- 22:30 Companhias aéreas dos EUA têm o ...
- 21:05 S&P rebaixa ratings de sete bancos portugueses
- 20:48 FGTS poderá ser usado em sedes da Copa
- 20:46 Gol reclassificara debêntures de acordo ...
- 20:44 S&P rebaixa avaliação da ...
- 20:39 Em 10 anos, 33 empresas refizeram dados ...
- 20:37 BM&FBovespa pagará R$ 0,11754690 por ação
- 20:35 Wall Street fecha quase inalterada por Grécia









