Com PIB em queda livre, Japão cogita novo plano de estímulo
Segunda maior economia mundial recua 12,7% no quarto trimestre e faz governo planejar novas ações anticrise
O ministro da economia do Japão, Kaoru Yosano, sinalizou hoje a intenção do governo de criar um novo pacote de estímulo econômico, depois que for aprovado o orçamento do próximo ano fiscal, para conter a severa desaceleração econômica. Veja também: Bolsas asiáticas fecham em queda
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"Não fazer nada depois destes números econômicos miseráveis é o mesmo que ser negligente em nossa tarefa", disse ele em entrevista coletiva. "É nossa tarefa pensar em várias opções de políticas."
Os comentários de Yosano foram feitos após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão no quarto trimestre, que ele usou para descrever as condições atuais como "a pior crise econômica" no Japão pós-Segunda Guerra Mundial. A economia japonesa encolheu 12,7% no período, em base anualizada, na primeira contração de dois dígitos desde 1974.
O ministro não quis elaborar o tipo de projeto que poderia ser preparado ou quando as novas medidas começariam a ser compiladas. Ao contrário, ele enfatizou que conseguir a aprovação no Parlamento do orçamento suplementar para o ano fiscal que termina em março e do orçamento para o próximo ano fiscal é prioridade do governo.
As duas propostas orçamentárias, que financiam o pacote de estímulo atual com valor estimado em 75 trilhões de ienes e gastos reais de 12 trilhões de ienes, estão sendo debatidas no Parlamento. Mas em uma das duas Câmaras do Parlamento, controlada pelo oposicionista Partido Democrata, o governo encontra dificuldades para aprová-las. PIB em queda livre
A contração põe em evidência a vulnerabilidade das economias asiáticas, voltadas à exportação, durante recessões mundiais e indica que mais cortes no emprego, lucro e produção deverão ocorrer nos próximos meses.
O Japão teve seu terceiro trimestre de declínio. O PIB havia caído 1,8% no período julho-setembro. O PIB do quarto trimestre caiu 3,3% em relação ao período anterior e, em 2008, a queda foi de 0,7% - a primeira em nove anos, de acordo com o gabinete de governo. Sem sinais de recuperação no futuro próximo, o Japão agora está em meio à pior crise econômica desde a 2ª Guerra Mundial, dizem analistas.
"Desde outubro, os indicadores econômicos deterioraram-se num ritmo que desafia a intuição", disse o principal economista da Goldman Sachs no Japão, Tetsfumi Yamakawa.
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