Consumidor doméstico não tem alternativa
Por ser delicada, a lâmpada exige método de transporte específico, que chega a custar R$ 1,50 por unidade
A Empresa Apliquim inspirou-se em tecnologia utilizada na Suécia para descontaminação das lâmpadas fluorescentes e atua no setor desde o fim dos anos 90. A primeira empresa a desenvolver um modelo de negócio com tecnologia e equipamentos 100% nacionais foi a Tramppo, uma recicladora incubada em 2003 no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) da USP. O processo está focado nas lâmpadas tubulares, utilizadas pelos maiores consumidores: segundo a Abilux, comércio, indústria e serviços.

Além da Apliquim e da Tramppo, existe apenas mais uma, em Santa Catarina. "É um negócio que ainda está se desenvolvendo. Falta criar uma logística viável de coleta das lâmpadas descartadas", explica o sócio da empresa, Carlos Pachelli.
A empresa não recebe lâmpadas de consumidores domésticos. "Atendo apenas aos moradores do entorno. Não posso abrir para a cidade toda, pois não tenho estrutura para atender a esse pessoal", justifica. Como as lâmpadas são frágeis, foi necessário criar um contêiner especial para transporte.
Veja também:
Lâmpada compõe cerâmica
Indústria ainda não é obrigada a coletar
As recicladoras só recolhem as lâmpadas a partir de certo volume, e cobram para isso. Na Tramppo, por exemplo, o lote mínimo deve ter 200 unidades e ela cobra até R$ 1,50 por unidade recolhida. "O processo de reciclagem é caro e envolve tecnologia", argumenta. Essas condições dificultam o descarte por consumidores domésticos.
No caso das tubulares, dos quatro resíduos gerados na descontaminação, a Tramppo vende apenas o vidro. "Os demais são doados." O pó fosfórico, segundo Pachelli, está em teste para uso pela indústria cerâmica, como aditivo para aumentar a resistência. O mercúrio vai para a pesquisa, especialmente na área de robótica. As compactas, que garantem consumo reduzido de energia nas residências, vão contaminar, sobretudo com o mercúrio, o solo de aterros e lixões.
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