Correção: cai número de pessoas com carteira assinada
O texto enviado anteriormente contém uma incorreção. O sobrenome do gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) é Azeredo, e não Azevedo, conforme informado. Segue a versão corrigida do texto:
O número de empregados com carteira assinada nas seis principais regiões metropolitanas do País registrou, em outubro, a primeira queda, ante igual mês do ano anterior, desde fevereiro de 2004. Segundo informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de ocupados com carteira caiu 0,3% em outubro na comparação com outubro de 2008. Em relação a setembro deste ano, houve alta de 0,1%.
"É um resultado que não é muito favorável", afirmou o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do instituto, Cimar Azeredo. "Mostra uma perda de qualidade do emprego." Ele lembrou ainda que o aumento do emprego com carteira, que foi um destaque do mercado de trabalho no ano passado, vinha sendo impulsionado pelo crescimento econômico.
Para ele, apesar dessa forte desaceleração em outubro, o porcentual de trabalhadores com carteira no total de ocupados atingiu 44,9% nos dez primeiros meses de 2009. O índice é maior que o obtido em igual período do ano passado, quando registrou 44,4%, e representa o melhor resultado desde o início da série histórica, em 2002.
Mercado parado
O gerente da PME afirmou ainda que o mercado de trabalho metropolitano "está parado" e não mostrou qualquer alteração significativa em outubro. "A taxa de desocupação está estável, não houve mudança na taxa de um mês para o outro", avaliou.
Conforme informou hoje o IBGE, a taxa de desemprego em outubro foi de 7,5%, ante os 7,7% registrados em setembro. Estatisticamente, segundo Azeredo, não houve variação de um mês para outro. Em outubro de 2008, a taxa também foi de 7,5%. "O mercado de trabalho está parado em termos de desocupação e ocupação. O ano (de 2009) está muito parecido com o ano passado no mercado de trabalho", disse o especialista. "Há uma desaceleração do mercado de trabalho com a crise, mas não houve retrocesso. Mas se não houvesse a crise, a expectativa é de que a taxa teria caído mais."
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