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Empresários chegam à Fazenda e cobram mais ação do governo

Segundo presidente da Abimaq, se governo não adotar medidas de longo prazo, cenário volta a piorar no País

07 de janeiro de 2009 | 16h 32
Adriana Fernandes e Fabio Graner, da Agência Estado

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquina (Abimaq), Luiz Aubert Neto, cobrou nesta quarta-feira, 7, ao chegar ao Ministério da Fazenda para reunião com Guido Mantega, novas medidas para as empresas enfrentarem o impacto da crise econômica no ritmo de crescimento da economia brasileira. Ele comparou as medidas adotadas pelo governo como um antitérmico utilizado para reduzir a febre. Segundo ele, se o governo não adotar medidas de médio e longo prazo a "febre volta". "Não pode demorar", afirmou Neto.

 

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Aubert Neto disse que estava levando para o ministro uma pasta "cheia" de propostas, e revelou uma delas. Ele quer que o governo, num prazo de seis meses, dê tratamento tributário para as vendas de máquinas e equipamentos no mercado interno semelhante ao dado para as exportações que são desoneradas do PIS/Cofins e IPI. Pela proposta, as empresas pagariam o tributo devido posteriormente, em 24 meses, sem correção de juros. Ele calculou em 12% a 13% o peso desses três tributos no preço final das máquinas e equipamentos vendidas no mercado interno.

 

Segundo o presidente da Abimaq, o setor faturou R$ 75 bilhões em 2008. Deste total, cerca de R$ 24 bilhões foram destinados ao mercado externo e o restante ao mercado interno.

O presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, defendeu, ao entrar para a reunião, a disponibilização de crédito permanente para o setor de infraestrutura e ressaltou que, neste momento, os bancos públicos precisam reforçar seu papel no financiamento da economia. Godoy disse ainda que em uma conjuntura em que há queda de demanda os projetos na área de energia e infraestrutura têm papel importante para compensar a perda de atividade econômica em outras áreas.

 

Já o presidente do grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, preferiu fugir da imprensa e entrou pela porta dos servidores do Ministério da Fazenda.



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