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G-8 e G-5 concordam em evitar desvalorização de moedas

Durante o encontro de líderes, China mantém proposta de diversificar regime internacional de moedas

09 de julho de 2009 | 9h 02
Agências internacionais

Líderes do G-8 mais Brasil, Índia, China, México, África do Sul e Egito concordaram em evitar desvalorizações de moedas competitivas e pretendem promover um sistema financeiro internacional estável, segundo um esboço do comunicado.

Durante o encontro, porém, o conselheiro de Estado da China, Dai Bingguo, disse que o regime internacional de moedas deve ser mais diversificado, informou uma autoridade chinesa em L'Aquila, Itália, onde ocorre a reunião dos líderes.

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Segundo a fonte, Dai disse aos líderes "haver necessidade de melhorar o sistema monetário internacional, o regime de regulação e de moeda de reserva, manter uma relativa estabilidade das taxas de câmbio das principais moedas de reserva internacional e de promover um sistema de moedas internacionais mais diversificado e razoável". Estas declarações basicamente reiteram observações já feitas em declarações anteriores de autoridades do governo chinês.

Com US$ 2 trilhões em reservas internacionais e a maior parte dela em dólares norte-americanos, a China tem forte interesse em evitar qualquer atitude que prejudique o valor do dólar. Mas a crise financeira aumentou a preocupação das autoridades chinesas com a perda do valor da moeda norte-americana e seu impacto sobre as reservas chinesas.

Os comentários de Dai seguem-se a declarações recentes de autoridades chinesas, descartando a possibilidade de o país levar para o encontro do G-8 discussões relativas à diversificação do sistema internacional de moedas.

A expectativa de que não se tocaria no assunto aumentou com o cancelamento da participação do presidente chinês no encontro, Hu Jintao, por causa do conflito étnico na região de Xinjiang.

A China, entre as nações emergentes, tem particularmente pedido por um sistema de reserva diversificado. O país sugeriu que os Direitos Especiais de Saque, a moeda do FMI, tivessem seu papel ampliado e fosse usado como moeda nos balanços internacionais. Mas este seria um processo longo e complicado, já que não são utilizados no comércio por qualquer país.



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