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15 de Abril de 2010

 

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GM anuncia mais demissões e pede US$ 5 bi ao governo dos EUA

Executivo-chefe da montadora diz que Tesouro ainda não aprovou recursos necessários para reestruturação

17 de abril de 2009 | 11h 59
Ana Conceição, da Agência Estado

A General Motors Corp. precisa de US$ 4,6 bilhões em empréstimos adicionais no segundo trimestre deste ano, que é a soma pedida pela companhia em fevereiro para se manter à tona, afirmou o executivo-chefe interino da companhia, Fritz Henderson, durante entrevista concedida nesta sexta-feira, 17. Ele disse que a GM espera evitar a concordata, mas ainda precisa cumprir metas importantes para conseguir se reestruturar extrajudicialmente. A montadora tem até 1º de julho para convencer o governo dos EUA de que é uma empresa viável.

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Henderson afirmou que o Departamento do Tesouro dos EUA ainda não aprovou esse recurso adicional pedido pela empresa, que reduzirá ainda mais o número de funcionários horistas e assalariados nas próximas semanas e pretende disponibilizar para o público seu plano de reestruturação. Segundo a  Fox Business Network, essas demissões chegarão a 3.400 na próxima semana.

As negociações entre a montadora, seus credores e sindicato de trabalhadores seguem lentas, enquanto a companhia corre para vender vários ativos, de marcas não rentáveis a uma fábrica na França. A GM retirou a AC Delco, sua fabricante de autopeças, da lista de ativos a serem vendidos, porque não conseguiu boas ofertas. Henderson disse que a AC Delco foi colocada à venda em outubro e provocou muito interesse entre possíveis compradores. "Contudo, não conseguimos um valor justo para o negócio", afirmou.

A escassez de crédito no mercado e a queda nas vendas de automóveis têm complicado os esforços da montadora para vender seus ativos. Henderson disse que há compradores potenciais para sua marca Hummer de caminhões, para a europeia Opel e para uma fábrica de transmissores em Estrasburgo, na França.

Enquanto se esforça para reduzir custos e obter concessões de credores e sindicatos de trabalhadores na esperança de evitar uma reestruturação judicial, a GM também estuda um plano de sobrevivência sob a concordata. O plano considera a divisão da empresa em duas partes, uma compreendendo ativos bons como a Chevrolet e a Cadillac, e outra com ativos "ruins" como obrigações com planos de saúde para funcionários aposentados e a marca Saturn. "Estamos trabalhando para ter certeza de que o Tesouro fique confortável e confiante de que atingiremos nossas metas", afirmou Henderson.

Quanto às negociações, Henderson disse que o sindicato dos trabalhadores (UAW) está mais focado nas conversas com a Chrysler, que enfrenta um prazo mais curto que o da GM para provar que é uma empresa viável. No lado dos credores, um comitê que os representa espera um acordo com o sindicato para decidir como prosseguir.

A montadora estuda uma oferta para troca de bônus no qual os investidores obteriam apenas ações em troca por bônus sob o plano de reorganização da empresa. Uma oferta anterior incluía tanto dinheiro quanto ações da GM reestruturada. Para ter a oferta concluída até 1 de junho, a montadora precisaria lançar a troca até o final deste mês.



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