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Greve atinge bancos públicos e privados em todo o País

Adesão dos funcionários gaúchos da CEF é de 60% a 70%; em Minas, bancos privados estão abertos

24 de setembro de 2009 | 14h 25
SANDRA HAHN E RAQUEL MASSOTE - Agencia Estado

A adesão à greve nacional dos bancários atinge entre 60% e 70% dos funcionários da Caixa Econômica Federal no Rio Grande do Sul, conforme avaliação da Federação dos Bancários no Estado.

Bancários aderem à greve nacional - JOSÉ LUIS DA CONCEIÇÃO/AE
JOSÉ LUIS DA CONCEIÇÃO/AE
Bancários aderem à greve nacional

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Na capital e região metropolitana, bancários de instituições públicas e privadas decidiram nesta última quarta-feira, 23, entrar em greve, enquanto os funcionários do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) optaram por paralisação de 24 horas, no dia 29, quando está agendada reunião com a direção do banco. No interior do Estado, o panorama da greve é variado, afetando alguns bancos privados em determinados casos e públicos em outros. A categoria tem 27 mil trabalhadores no Estado e está representada em 38 sindicatos.

O diretor de organização da Federação dos Bancários do RS, Arnoni Hanke, disse que a categoria rejeitou, no dia 17, a proposta dos bancos e, desde então, as negociações não prosseguiram. A pauta nacional dos bancários prevê reajuste de 10%, correspondente ao período de setembro de 2008 a agosto de 2009, participação nos lucros, contratação de funcionários, fim das metas de venda de produtos e aumento do expediente aberto ao público, entre 9 e 17 horas. No ano passado, houve paralisação de aproximadamente cinco dias entre os funcionários de bancos privados e de 15 dias nos públicos.

Rio de Janeiro

A greve dos bancários no Rio conta com a adesão de cerca de 40% dos trabalhadores da categoria, estimou o presidente do Sindicato dos Bancários do Município do Rio de Janeiro, Almir Aguiar. Segundo ele, em torno de 9,3 mil pessoas pararam suas atividades a partir de hoje, por tempo indeterminado.

O sindicalista lembra que a principal reivindicação da categoria é a de um aumento real de 10%. Outro pleito do sindicato é a manutenção da participação no lucro líquido dos bancos em 15%. "Até agora, não houve sinalização de nova negociação por parte dos banqueiros", afirmou Aguiar

Minas Gerais

A adesão dos bancários da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil (BB) de Minas Gerais à greve nacional da categoria, deflagrada nesta quinta-feira, 24, chega a 90%, afirmou o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Belo Horizonte e Região, Clotário Cardoso. Ele informou que as agências de alguns bancos privados chegaram a fechar, mas estão sendo reabertas. A adesão ao movimento nacional foi decidida em assembleia realizada ontem. Pela manhã, de acordo com Cardoso, os sindicalistas concentraram-se na porta da CEF, no centro da capital mineira, e decidiram pela continuidade da paralisação.

Entre as reivindicações dos bancários está o reajuste salarial real de 10%. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu correção de 4,5% nos salários em proposta apresentada no dia 17. O presidente do sindicato disse que está prevista uma assembleia nesta sexta-feira, 25, ao meio-dia, para avaliar o primeiro dia de paralisação.

Paraná

Em Curitiba e região metropolitana, onde cerca de mil bancários aprovaram em assembleia a adesão ao movimento de paralisação por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, 24, 13 sedes administrativas de bancos estão fechadas. Trabalham nestes locais cerca de 8 mil dos 17 mil bancários dessas regiões. Entretanto, segundo o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, ainda não é possível avaliar o número de trabalhadores que estão em greve.

Na parte central da capital todas as agências bancárias estão fechadas, conforme uma primeira avaliação do sindicato. O autoatendimento nos caixas eletrônicos funciona normalmente, com exceção para depósitos.

São Paulo

Cerca de 16.100 bancários aderiram à greve da categoria, segundo informações do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Balanço parcial da greve mostra que 264 locais de trabalho, como prédios administrativos e agências bancárias, paralisaram as atividades nesta manhã, em São Paulo, Osasco e região.






Tópicos: Greve, Bancários, RS

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