Heineken comprará mexicana Femsa por US$ 7,7 bilhões
Holandesa vê oportunidade de construir valor no Brasil, o 2º mercado mais lucrativo em cerveja do mundo
A cervejaria holandesa Heineken disse nesta segunda-feira, 11, que vai comprar as operações da Fomento Económico Mexicano SAB de CV, ou Femsa, por meio de uma transação avaliada em 5,3 bilhões de euros (US$ 7,7 bilhões), incluindo obrigações com pensões e dívida líquida. Dentro deste montante, a transação em ações está avaliada em US$ 5,44 bilhões. A operação dará ao grupo holandês uma posição de liderança em mercados emergentes da América Latina.
"Essa é uma decisão importante para a Heineken, que vai transformar nosso futuro nas Américas", disse o executivo-chefe da Heineken, Jean François van Boxmeer. As ações da companhia subiam 4% em Amsterdã.
O portfólio de marcas da Femsa no Brasil inclui Kaiser, Summer Draft, Bavaria, Xingu e Sol. O grupo também importa do México a Dos Equis.
O acordo já era esperado depois que a SABMiller desistiu de um leilão dos ativos da Femsa. A Femsa informou em outubro que buscava opções para suas operações com cerveja, que ocupam a segunda posição no México. A Femsa também ocupa a quarta posição no mercado brasileiro de cerveja.
Como resultado da transação, a Femsa manterá uma fatia econômica de 20% na Heineken Group, com 12,5% da Heineken NV e 14,9% da Heineken Holding. Além disso, a Femsa terá o direito de apontar dois representantes não executivos para o conselho supervisor da Heineken e um desses representantes será escolhido para o conselho de diretores da Heineken Holding.
A cervejaria holandesa estima que as sinergias de custo anuais chegarão a 150 milhões de euros e espera concluir a transação no segundo trimestre deste ano.
No comunicado anunciando a compra, a Heineken destacou que o acordo dá ao grupo "a oportunidade de construir valor no Brasil, o segundo mercado mais lucrativo em cerveja do mundo". Além disso, a compra da Femsa, segundo a Heineken, oferece espaço para acelerar significativamente a expansão da marca holandesa nos mercados brasileiro e mexicano. As informações são da Dow Jones e do site da Femsa Brasil.
A Heineken Holding é a maior acionista da Heineken e a família Heineken é a maior acionista da holding e manterá essa posição após o acordo.
(com Reuters e Agência Estado)
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