Inflação oficial fecha 2009 com a 2ª menor taxa em 10 anos
IPCA subiu 4,31% no ano passado e ficou abaixo do centro da meta estipulada pelo Banco Central, de 4,5%
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2009 com uma taxa acumulada de 4,31%, abaixo do centro da meta estipulada pelo Banco Central para o ano, de 4,5%. Trata-se do segundo menor índice acumulado desde 2000, acima apenas do resultado de 2006 (3,14%). O IPCA é o índice oficial utilizado pelo BC para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Os dados de 2009 foram divulgados nesta quarta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado fechado de 2009 veio dentro das projeções da Agência Estado, que variavam de 4,23% a 4,34%, com mediana de 4,30%. Em 2008, o IPCA acumulou alta de 5,90%. Já em dezembro de 2009, a taxa ficou em 0,37%, ante 0,41% em novembro.
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Segundo o IBGE, enquanto a inflação de 2008 (5,90%) foi influenciada pelos alimentos (que fecharam aquele ano com alta de 11,11%), em 2009 os produtos alimentícios subiram bem menos (3,18%), com contribuição fundamental na desaceleração do IPCA na passagem de um ano para o outro.
Apesar da perda de ritmo no aumento dos alimentos, o item refeições em restaurante registrou alta de 9,05% no ano passado, representando a maior contribuição individual (0,37 ponto porcentual) na inflação de 2009.
No grupo dos produtos não alimentícios, colégios (5,94%) e empregado doméstico (8,73%) empataram na segunda maior contribuição para o resultado do ano (0,28 ponto porcentual cada um). No sentido oposto, segundo o IBGE, o item automóvel usado teve forte queda no ano (-11,90%).
Combustíveis
Os combustíveis fecharam 2009 com alta bem mais expressiva do que em 2008. No ano passado, o item subiu 2,61%, com contribuição de 0,16 ponto porcentual, em oposição ao resultado de 0,55% e contribuição de 0,03 ponto em 2008. Em 2009, o álcool variou 14,98%; e a gasolina, 2,06%. A alta do preço do álcool, segundo o IBGE. deveu-se à menor oferta e, como consequência, os preços da gasolina também aumentaram.
(com Jacqueline Farid, da Agência Estado)
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