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Moody's eleva nota de risco de bancos federais

BB, Nossa Caixa, Caixa Econômica Federal e BNDES estão sob revisão de alta na classificação

07 de julho de 2009 | 15h 48

Depois de colocar a classificação de risco dos títulos brasileiros em observação, com tendência de melhora, a agência de classificação Moody's Investors Service colocou sob revisão para possível elevação o rating (nota) de depósitos em moeda estrangeira de longo prazo (Ba2) do Banco do Brasil (BB), do Banco Nossa Caixa, da Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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As notas de depósitos em moeda estrangeira de curto prazo (Not Prime) não foram afetadas e permanecem inalteradas. Também foram colocados sob revisão para possível elevação os ratings em moeda estrangeira (Baa3) atribuídos a bônus emitidos pelo BB e BNDES.

Simultaneamente, a Moody's colocou sob revisão para possível rebaixamento os ratings globais de depósito em moeda local, de longo e curto prazo, do BB, Banco Nossa Caixa e da CEF, bem como o rating de emissor em moeda local atribuído ao BNDES.

Em relatório, a agência atribuiu a medida à reavaliação global sobre suporte sistêmico para bancos que promoveu recentemente, após a crise financeira mundial.

Classificação

A Moody's Investors Service é a única entre as três grandes agências que ainda não conferiu o "investment grade" ao País. Esta classificação dá ao País o status de baixíssimo risco, o que atrai muitos investidores.

O diretor regional da Moody's para a América Latina, Mauro Leos, afirmou à Agência Estado que o País tem respondido bem à recessão. "A pronta reação do Brasil à crise mostrou que (a economia) está mais forte em termos relativos a outros países que possuem até ratings superiores."

Com isso, tem mostrado que os fundamentos econômicos são sólidos. "O Brasil passou pelo equivalente a um severo teste de estresse de grandes proporções ao longo dos últimos meses", disse.

Leos destacou que, quando a Moody's realiza a revisão de rating de um País, o upgrade ocorre em 66% dos casos. Se isso ocorrer, o Brasil pode até outubro ver elevadas as notas da dívida pública em reais e passivo em moeda estrangeira de Ba1 para Baa3. Essa é a primeira nota da categoria "investment grade", avaliação concedida no ano passado pela Standard & Poor's e pela Fitch Ratings.


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