Novo aparelho da Apple pode transformar a indústria de mídia
Tablet terá tela de 10 polegadas e deverá transmitir vídeos, textos, ter acesso à internet e redes sociais
Editoras de livros se reuniram para negociações de última hora com a Apple, que pode reescrever o modelo de receita da indústria depois que revelar seu bastante antecipado aparelho "tablet" às 16h desta quarta-feira, 27, segundo o Wall Street Journal.
A tela do novo aparelho da Apple, estimada em 10 polegadas, vai fornecer mais espaço para utilização de softwares como os disponibilizados atualmente no iPhone - incluindo jogos, navegação e serviços de redes sociais. Ao mesmo tempo, vai permitir que os usuários tenham, de um modo inovador, acesso à mídia tradicional, como livros, jornais, filmes e televisão, segundo as fontes.
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O novo produto da Apple pode custar até US$ 1 mil, segundo cálculos feitos por analistas com base nos custos dos componentes. Algumas estimativas, porém, indicam que o valor pode ficar em torno de US$ 600, entre o preço do caro iPod Touch e o mais barato MacBook Computer.
"Eu esperaria ver algo muito excitante, mas, como o primeiro iPhone, não para todos", afirmou Mitchell Kapor, investidor e executivo da indústria de computadores. Pessoas próximas aos planos da companhia afirmam que o novo aparelho, pode ser manipulado de diversos modos, assim como o popular iPhone.
Ainda há vários obstáculos para o Apple tablet, de acordo com observadores do setor. Entre esses entraves estão as questões sobre o custo e outras sobre o tempo de vida da bateria e a concorrência de laptops e aparelhos menores, como o iPod, que também é da Apple, e o leitor Kindle, da Amazon.com.
Briga com a Amazon.com
Na indústria de livros, o Apple tablet está gerando uma batalha entre a Apple e a Amazon.com em relação a como os chamados "e-books" - vistos como o futuro da indústria de livros - terão seus preços estabelecidos e serão distribuídos. De acordo com editores que se reuniram diretamente com a Apple, o modelo de negócios da companhia para livros, que tem sido mantido em segredo, tira o foco dos preços baseados em pechinchas que a Amazon tornou popular.
A Apple quer que as editoras estabeleçam dois níveis de preços para os e-books mais vendidos: US$ 12,99 e US$ 14,99. Poucos títulos serão vendidos a US$ 9,99. Ao estabelecer seus próprios preços para os livros, as editoras vão evitar a ameaça de pesados descontos. A Apple ficará com 30% do valor do livro e as editoras receberão os 70% restantes. A Amazon geralmente paga metade do valor do livro para as editoras. "Essa é uma situação intensa como nunca na indústria", disse um editor que não quis ser identificado. "É uma grande partida de xadrez", comentou.
A visão da Apple é diferente da visão da Amazon, que transformou a indústria de livros ao cortar os preços dos e-books que podem ser lidos em seu leitor Kindle e tornou uma fixação dos consumidores a compra de best sellers a US$ 9,99.
A ideia de um computador pequeno o suficiente para caber no bolso não é nova no Vale do Silício. A própria Apple tentou introduzir um pequeno aparelho chamado Newton na década de 1990, mas o projeto fracassou. As informações são da Dow Jones.
(Texto alterado às 12h10 para acréscimo de informações)
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