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15 de Abril de 2010

 

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Otimismo e menor pressão do mercado futuro derrubam dólar

Moeda termina o dia em queda de 3,33%, cotada a R$ 2,180; analistas dizem que epicentro da crise já passou

06 de janeiro de 2009 | 16h 52
Jenifer Corrêa, da Reuters

O dólar fechou em queda de mais de 3% frente ao real pela segunda sessão seguida, com a melhora do humor nos mercados globais e uma redução das pressões do mercado futuro. O dólar terminou a terça-feira a R$ 2,180, em queda de 3,33%, após ter chegado a cair quase 4% durante a manhã.

 

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Analistas apontaram a redução das posições compradas no mercado futuro de dólar - que funcionam como uma aposta na alta da moeda norte-americana - como o principal fator que contribuiu para o movimento do câmbio nesta sessão. Segundo os dados mais recentes atualizados pela BM&F, as instituições nacionais inverteram, na virada do ano, sua posição de comprada para vendida.

 

Os investidores estrangeiros também reduziram a posição comprada em mais de US$ 1 bilhão entre sexta e segunda-feira. Essa exposição, que tem exercido forte pressão no mercado de câmbio especialmente nos últimos dois meses, ainda se mantém, entretanto, próxima de US$ 12 bilhões.

 

Luis Piason, gerente de operações de câmbio da Corretora Concórdia, apontou as perspectivas mais otimistas dos mercados em geral neste início de 2009 como fator que também contribuía para uma certa acomodação do câmbio. No ano passado, o dólar acumulou alta de mais de 30% sobre o real.

 

"O epicentro da crise já passou, a tendência é, aos poucos, ir voltando à normalidade. O sentimento está mudando", avaliou, mencionando que, em movimento contrário ao do final do mês passado, o Brasil tem apresentado um ingresso de recursos um pouco mais forte nos primeiros dias de 2009.

 

Nesta terça-feira, o Tesouro Nacional anunciou a abertura de uma emissão de títulos globais de 10 anos nos mercados norte-americano e europeu. Piason ponderou que, apesar das perspectivas otimistas, refletidas nos ganhos dos mercados acionários globais nesta sessão, a tendência de volatilidade permanece já que dados econômicos pessimistas ainda devem fazer parte do dia-a-dia dos investidores por um bom tempo.



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