12:18


15 de Abril de 2010

 

Patrocinado por




Você está em Economia
Início do conteúdo

Petrobras conclui estudo em Cuba, não sabe se irá perfurar

15 de julho de 2009 | 22h 23
REUTERS

A Petrobras concluiu um levantamento sísmico como parte de um contrato para fazer a exploração de petróleo em águas cubanas no Golfo do México, mas ainda não decidiu se irá perfurar, afirmou nesta quarta-feira um funcionário da empresa.

O chefe de operações da Petrobras em Cuba João Figueira informou a jornalistas que o bloco, contratado em outubro do ano passado, está "muito bem localizado do ponto de vista geológico".

A Petrobras tem até maio de 2010 para decidir se irá perfurar ou se irá se retirar do contrato.

"Precisamos de mais dados e mais estudos. Este tipo de contrato nos permite essa facilidade... para tomar a decisão de fazer um investimento importante, a decisão de perfurar um poço", disse Figueira sobre o bloco situado próximo ao balneário de Varadero, a cerca de 140 quilômetro de Havana.

Os estudos sísmicos foram concluídos em junho e estão agora "em fase de processamento" dos dados, afirmou o funcionário.

"O potencial está aí. Há condições geológicas para que gere volumes importantes de petróleo. Quanto irá produzir? É muito difícil dizer hoje. O futuro nos dirá", disse Figueira.

A Petrobras, que abriu na terça-feira um escritório em Havana, já buscou petróleo na ilha há cerca de 10 anos, mas não teve êxito naquele momento.

A empresa brasileira segue os passos de outras seis empresas petrolíferas, como a espanhola Repsol-YPF e a venezuelana PDVSA, que têm acordos de exploração com a estatal cubana Cupet para 21 dos 59 blocos disponiíeisdisponíveis em águas profundas na área cubana do Golfo do México.

O contrato da Petrobras, por um período de até 32 anos, permitirá que opere no bloco de 1.600 quilômetros quadrados.

Figueira afirmou que se a Petrobras decidir perfurar um poço exploratório, teria "uma série de dificuldades" devido ao embargo comercial que os Estados Unidos aplica sobre Havana há 47 anos e que impede o uso na ilha de tecnologia que contenha mais de 10 por cento de componentes norte-americanos.

Contudo, o funcionário afirmou que o embargo "não é um fator limitante".

"Se nós tomarmos a decisão de perfurar, a empresa terá seus meios para fazer a perfuração... já perfuramos um poço aqui sob o embargo (econômico de Estados Unidos) com uma série de dificuldades mas conseguimos encontrar soluções", disse o funcionário.

(Reportagem de Rosa Tania Valdés)


Tópicos: ENERGIA, PETROBRAS, CUBA*
Siga o @EstadaoEconomia no Twitter