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15 de Abril de 2010

 

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Podemos tomar novas medidas para o crédito, diz Meirelles

Presidente do BC diz que tendência é de normalização; mas, 'se necessário, tomaremos novas medidas'

17 de abril de 2009 | 14h 55
Jacqueline Farid e Adriana Chiarini, da Agência Estado

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira, 17, em rápida entrevista, que o crédito no País continua seguindo a tendência de se normalizar, mas, caso este movimento não ocorra como o desejado, a autoridade monetária poderá lançar mão de novos instrumentos. "A tendência é de que o crédito continue se normalizando; se necessário tomaremos novas medidas".

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Meirelles havia destacado o processo de normalização do crédito em palestra na Câmara Americana de Comércio no Rio (Amcham) e elegeu este como o único assunto sobre o qual daria entrevista. Ele admitiu que, apesar do processo de normalização em curso, "ainda não chegamos lá", mas o Banco Central tomou as medidas necessárias para o restabelecimento do crédito e os bancos públicos estão representando "uma papel cada vez mais ativo" nesse processo.

O presidente do BC disse também que, no sistema financeiro em geral, "os spreads ainda estão muito altos, caíram pouco e ainda (a queda) é insuficiente". Segundo Meirelles, a tendência também no caso do spread é de queda.

Dólar

Meirelles disse ainda que como o dólar tem caído um pouco, algumas pessoas já começam a falar em diferencial de taxa de juros. "É aquela mesma coisa que levou aquele erro dos exportadores de achar que apenas as taxas de juros influenciam a taxa de câmbio", afirmou.

Segundo Meireles, existe uma série de fatores que influencia o câmbio como preço de commodities e a aversão ao risco. "Com a crise houve uma repatriação forçada de capital para o exterior e o dólar se valorizou. No momento em que a situação se normaliza, o quadro é diferente", disse.

Meirelles completou que não sabe para onde vai o câmbio, que pode ir "desde uma apreciação ainda do real a uma depreciação". O presidente do BC afirmou que não é seu papel prever a taxa de câmbio e que sua intenção era apenas mencionar que não é apenas o diferencial da taxa de juros que influencia a trajetória do câmbio.



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