Potências desistem de meta de corte de emissão de CO2
Impasse entre emergentes e países desenvolvidos impede acordo para redução de 50% da poluição até 2050
As principais potências econômicas mundiais não conseguiram chegar a um acordo para estabelecer a meta de reduzir à metade as emissões de gases causadores do efeito estufa até 2050, de acordo com o esboço de um documento obtido antes das negociações de quinta-feira, 8, na Itália, no encontro do Fórum das Maiores Economias (MEF, na sigla em inglês), que representa 80% da emissão global de CO2.
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O fracasso das conversas é um revés nos esforços para se alcançar um novo pacto ambiental global em Copenhague, no fim de ano, quando a ONU vai se reunir para decidir um novo acordo que substitua o Protocolo de Kyoto.
Negociações com representantes dos 17 países falharam durante a madrugada depois que China e Índia se opuseram à qualquer menção de meta, disse à Reuters uma fonte familiar ao encontro.
Os dois países querem que as nações ricas se comprometam antes a fazer cortes significativos de suas emissões até 2020 e querem que os países em desenvolvimento apresentem projetos para que os países desenvolvidos financiem maneiras de ajudá-los a lidar com as enchentes, ondas de calor, tempestades e a alta do nível dos mares, disse a fonte.
As autoridades estavam tentando abrir caminho para uma reunião do MEF na quinta-feira que será liderada pelos presidentes Barack Obama, dos EUA, e Silvio Berlusconi, da Itália, que preside o G8.
As nações do FEM representam 80% das emissões globais de gases estufa, em grande parte devido à queima de combustíveis fósseis.
No ano passado, o G-8 discutiu a "visão" de se cortar à metade as emissões até 2050, sem citar um ano de referência. Os principais países em desenvolvimento não concordaram com uma meta para 2050, argumentando que os países ricos precisam antes reduzir suas emissões até 2020.
Um esboço da reunião do G-8 obtido pela Reuters na quarta-feira afirmou que o aumento da temperatura global não deveria exceder 2 graus Celsius.
Os líderes do G-8, que reúne as sete maiores economias do mundo mais a Rússia, se encontram ainda nesta quarta-feira.
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