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15 de Abril de 2010

 

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Pré-sal deve ser alvo de campanha presidencial em 2010

Para analistas, será difícil aprovar nova legislação neste ano, e governo vai querer fatura política da descoberta

20 de julho de 2009 | 15h 23
Giuliana Vallone, do estadao.com.br

As complicações para aprovar o novo marco regulatório para o petróleo até o fim do governo Lula podem fazer com que o pré-sal vire alvo de campanha nas eleições presidenciais de 2010, afirmam analistas. "Não vai ser trivial aprovar isso no Congresso, porque é um tema muito polêmico, que envolve grandes emoções, grandes debates", diz Adriano Pires, diretor da Câmara Brasileira de Infraestrutura (CBIE). "É possível que isso sobre para o ano que vem, o que quer dizer que vai entrar na campanha de 2010", completa o cientista político da UnB, David Fleischer.

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Para Pires, o assunto pode se tornar a grande bandeira do candidato do governo no pleito. "Ele vai tentar, através do pré-sal, criar outra vez aquela campanha do 'Petróleo é Nosso' dos anos 50, e mostrar que caso seu candidato não seja eleito, corre-se o risco de se entregar o pré-sal aos estrangeiros", prevê.

O cientista político Marco Antonio Carvalho Teixeira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) afirma ser inevitável que o assunto faça parte da agenda de campanha em 2010. "É uma grande descoberta, é claro que o governo vai querer a fatura política disso para ele", diz.

Na opinião dele, não há como o candidato de oposição contestar esse ganho para o País. A estratégia, então, seria reforçar a continuidade da atenção da Presidência ao assunto. "Na medida em que se confirma todo esse potencial, a grande estratégia da oposição é reforçar isso", afirma.

Teixeira ressalta, porém, que o governo tem, sim, a capacidade de fazer com que a aprovação "ande mais rápido, se ele colocar isso como prioridade". Para Fleischer, quanto mais rápido sair o novo marco, melhor. "O atraso na exploração do pré-sal pode atrapalhar a Petrobras na hora de conseguir os investimentos", afirma. "E ela nem tem recursos para tirar esse petróleo sozinha, vai precisar de recursos estrangeiros."



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