12:18


15 de Abril de 2010

 

Patrocinado por




Você está em Economia
Início do conteúdo

Preço do diesel tem de cair sem perda de ICMS, diz Lula

Para ele, é preciso ver o que vai acontecer com os Estados; 'Não podemos calçar um santo e descalçar outro'

16 de abril de 2009 | 16h 44
Tânia Monteiro, da Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 16, em entrevista, que é preciso reduzir o preço do óleo diesel. Ele fez, porém, a ressalva de que é necessário estudar bem o assunto e checar se a medida não resultaria em queda no recolhimento do ICMS nos Estados produtores de petróleo.

Veja também:

linkGabrielli diz que gasolina cai com diesel, 'em algum momento'

linkLobão confirma que governo estuda baratear o diesel

linkGoverno decide baixar o preço do óleo diesel para estimular economia

linkQuem dita redução no diesel é preço no exterior, diz Gabrielli

especialAs medidas do Brasil contra a crise

especialAs medidas do emprego

especialDe olho nos sintomas da crise econômica 

especialDicionário da crise 

especialLições de 29

especialComo o mundo reage à crise 

"Nós precisamos reduzir (o preço do diesel). Todo mundo sabe disso. A Petrobras sabe disso. Mas precisamos compatibilizar, para ver o que vai acontecer com os Estados se, nessa época de crise, perderão muito ICMS", declarou o presidente, conversando com jornalistas no Palácio do Buriti, em Brasília, após cerimônia em que cumprimentou novos oficiais militares.

"Não podemos calçar um santo e descalçar outro", observou Lula. E concluiu: "Precisamos mesmo que seja um sapato mais humilde para dar um (par) para cada um, para que todo mundo possa calçar."

Também nesta quinta, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a redução no preço do diesel só deverá sair em três ou quatro meses, apesar da ansiedade dos caminhoneiros. Depois de uma conversa com Lula, Lobão informou que um grupo de trabalho reunindo o seu ministério, a Petrobras e o Ministério da Fazenda, está decidindo de onde sairá o corte para redução dos preços: se da Cide ou da margem de lucro da Petrobras.

"É exatamente isso que está sendo discutido no Ministério da Fazenda, se sai da Cide ou se sai da margem de lucro da Petrobras. Preferimos que a Petrobras seja preservada", afirmou o ministro.

Apesar de reconhecer a pressa do setor, Lobão afirmou que não há porque acelerar o processo de redução dos preços e prejudicar a empresa. "O desejo do governo é que o mais depressa possível possa a Petrobras fazer essa rearrumação dos preços. Mas nós não podemos nos precipitar ao ponto de prejudicar fortemente a Petrobras", afirmou.



Siga o @EstadaoEconomia no Twitter