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Telefônica entrará na Anatel com pedido para compra da GVT

Agência já analisa uma solicitação de anuência prévia parecida, feita pelo grupo francês Vivendi em setembro

08 de outubro de 2009 | 14h 53
Gerusa Marques, da Agência Estado

O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, informou nesta quinta-feira, 8, que a empresa entrará na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) com pedido de anuência prévia para a compra da operadora de telefonia GVT.

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Nesta última quarta-feira, a empresa anunciou uma oferta pública pelo controle da operadora ao preço de R$ 48,00 por ação. Já está na Anatel um pedido semelhante, feito pelo grupo francês Vivendi, que apresentou há um mês uma proposta de compra da GVT a R$ 42,00 por ação.

Também nesta quarta, a Telefônica definiu prazo de 45 dias para concluir o negócio. Valente, questionado se isso significa que a Telefônica dá por certo que sua proposta será aceita, respondeu: "Estamos muito otimistas, porque acho que, para a empresa (Telefônica), faz todo sentido." O executivo se referia também à possibilidade de a Telefônica ampliar sua atuação no território brasileiro.

"A Telefônica acredita em investimento em plataformas e redes. É uma coisa que está no DNA da Telefônica", afirmou Valente. Ele avaliou, ainda, que o negócio pode ser bastante positivo para a GVT, porque esta é uma empresa bem sucedida, com uma equipe de gestão "maravilhosa", reconhecida internacionalmente, que pode contar com a "musculatura financeira" da Telefônica. Acrescentou que será bom também para a sociedade, porque vai incentivar a competição.

O presidente da Telefônica disse que a oferta para comprar a GVT não é uma reação à compra da Brasil Telecom pela OI, concretizada no ano passado. "Não é uma reação a nada. No momento em que os acionistas da GVT anunciaram publicamente sua intenção de vendê-la, nos incentivaram a fazer uma proposta", disse Valente.



Tópicos: Telefônica, Anatal, GVT