Toyota suspenderá produção no Japão em fevereiro e março
Setor automotivo registra problemas em diversos países; na China, GM tem 1ª retração de vendas de sua história
A Toyota Motor Corp confirmou que irá reduzir a produção de veículos no Japão por um período combinado de 11 dias em fevereiro e março, revelando seu crescente pessimismo quanto à desaceleração da demanda. Na segunda-feira, a rede de tevê japonesa NHK informou que a empresa suspenderia a produção em dias úteis e finais de semana nos dois próximos meses.
Veja também:
De olho nos sintomas da crise econômica
Dicionário da crise
Lições de 29
Como o mundo reage à crise
A maior montadora do Japão pelo critério de unidades de produzidas disse nesta terça-feira que irá suspender a produção por quatro dias úteis e dois sábados em fevereiro, totalizando seis dias. Em março, a produção será interrompida por três dias úteis e mais dois sábados, totalizando cinco dias.
Embora ainda esteja trabalhando nos detalhes do plano, está certo que a suspensão irá atingir todas as 12 unidades de produção da companhia no Japão. Em janeiro a montadora suspenderá a produção por três dias em 11 de suas unidades. A Toyota estima que suas vendas globais de veículos atingiram 8,69 milhões de unidades em 2008, queda de 4% ante 2007.
China
A retração no comércio de automóveis vista nos mercados europeu e norte-americano também atingiu a China, onde a Shanghai General Motors Corp, joint venture da GM no país, registrou a primeira retração de vendas de sua história em 2008. "Uma série de desastres naturais e o aumento dos preços dos combustíveis no início do ano (passado) exacerbou o impacto da recessão econômica mundial no mercado de automóveis da China", disse por meio de uma nota Kevin Wale, presidente e diretor-gerente da GM no país.
As vendas da Shanghai General Motors Corp caíram 7,0%, para 445.709 veículos em 2008, de 479.427 unidades em 2007. A Shangai é uma parceria com participação igualitária entre a GM e a SAIC Motor Corp.
Se a joint venture não conseguiu superar o resultado de 2007, as vendas totais da General Motors na China cresceram 6,10% para 1.094.561 veículos, um número recorde. O crescimento, contudo, ficou bem abaixo dos 18,5% registrados em 2007 e dos 32% de 2006. Analistas atribuíram a redução não só à crise, mas também aos modelos "envelhecidos" da montadora, como os sedãs Buick LaCrosse e Excelle, em final de ciclo.
O mercado automobilístico enfraqueceu na China em 2008 após anos de crescimento de dois dígitos. As vendas totais de veículos cresceram 8,52% entre janeiro e novembro, para 8,63 milhões de unidades, de acordo com a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis. Em agosto, as vendas chegaram a cair, na primeira retração em mais de três anos.
Notícias relacionadas:
- Goldman Sachs compra do Fed US$ 6,2 bi em títulos subprime
- Fenabrave confirma venda recorde de carros em janeiro, com alta de 9,56%
- Ford tem lucro recorde de US$ 13,6 bi no 4º tri devido a isenção fiscal
- Após 10 fábricas em dois anos no País, Magna estuda entrar em nova área
- Montadoras travam guerra para vender carros populares no fim do ano
Siga o @EstadaoEconomia no Twitter
- 23:00 UE estuda plano para retirar Grécia do bloco
- 23:00 Roubini, do apocalipse à Apoteose
- 22:30 Companhias aéreas dos EUA têm o ...
- 21:05 S&P rebaixa ratings de sete bancos portugueses
- 20:48 FGTS poderá ser usado em sedes da Copa
- 20:46 Gol reclassificara debêntures de acordo ...
- 20:44 S&P rebaixa avaliação da ...
- 20:39 Em 10 anos, 33 empresas refizeram dados ...
- 20:37 BM&FBovespa pagará R$ 0,11754690 por ação
- 20:35 Wall Street fecha quase inalterada por Grécia









