Natação é o esporte que mais rende pódios ao Brasil em Pequim
Das 47 medalhas conquistadas pelos brasileiros, 40,5% vieram do Cubo D'Água; atletismo fica em 2.º lugar
A natação foi a principal responsável pela melhor campanha do Brasil na história dos Jogos Paraolímpicos. Dos 47 pódios brasileiros em Pequim, as piscinas do Cubo D'Água renderam 19 medalhas (oito de ouro), equivalente a 40,5% do total de conquistas. Veja também: Em nono, Brasil tem o melhor resultado da história Bate-Pronto: O significado da Paraolimpíada Aos 20 anos, Daniel Dias foi o grande nome do Brasil. O nadador ganhou nove medalhas no total (quatro de ouro) e se transformou no maior conquistador de pódios do País numa única edição de Jogos, superando a marca de Clodoaldo Silva (7 pódios) em Atenas (2004). Além das vitórias de Daniel Dias, a natação trouxe mais quatro ouros ao Brasil, todos com André Brasil. A modalidade ainda foi a que conseguiu o maior número de pratas, com sete. Em bronzes, as piscinas do Cubo D'Água renderam quatro pódios, contra sete do atletismo. E foi justamente o atletismo o segundo esporte que mais rendeu medalhas ao Brasil, com 15 (31,2%). O velocista Lucas Prado foi o grande destaque da modalidade com três ouros, nos 100 m, 200 m e 400 m T11, para atletas com deficiência visual. O atletismo também se destacou por ser o esporte com mais pódios de mulheres. A única atleta a conquistar um ouro para o Brasil em Pequim foi Terezinha Guilhermina, com a vitória nos 200 metros T11 - ela ainda ganhou um bronze e uma prata. Outros esportes conquistaram resultados inéditos para o Brasil. Pela primeira vez no calendário oficial, a bocha deu Esporte Ouro Prata Bronze Total Natação 8 7 4 19 Atletismo 4 4 7 15 Judô 1 2 2 5 Bocha 2 0 1 3 Hipismo 0 0 2 2 Futebol de 5 1 0 0 1 Tênis de mesa 0 1 0 1 Remo 0 0 1 1 dois ouros na disputa entre cadeirantes: no individual (com Dirce Pinto) e nas duplas (com Dirceu Pinto e Eliseu Santos). No judô, esporte já tradicional, Antônio Tenório se tornou o primeiro brasuca tetracampeão paraolímpico ao vencer na final Karim Sardarov, do Azerbaijão, na categoria até 100 kg, para deficientes visuais. O último grande destaque do Brasil aconteceu na final do futebol de cinco. Num jogo muito equilibrado, a seleção derrotou a China por 2 a 1, com gol no minuto final, e garantiu o bicampeonato paraolímpico.
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