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Palestinos sonham em deixar de ver a Paraolimpíada pela TV

Sem nunca ter participado de uma edição dos Jogos, atletas da Palestina sofrem com a falta de apoio

17 de setembro de 2008 | 8h 02
Saud Abu Ramadán - Efe

Com o encerramento das disputas dos Jogos Paraolímpicos de Pequim, os atletas palestinos com deficiência física já sonham em levantar a bandeira de seu país nos Jogos de Londres, dentro de quatro anos. Até agora, eles nunca estiveram representados no evento.

 

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As condições políticas da região e os problemas financeiros da Autoridade Nacional Palestina (ANP) impedem a participação dos centenas de esportistas paraolímpicos de Gaza e Cisjordânia.

 

Aos 27 anos, o único nadador palestino com deficiência, Maudi Tatar, mantém a esperança de ser o primeiro atleta a carregar a bandeira palestina nos Jogos. "Quase chorei quando vi a emocionante cerimônia de abertura [no último dia 6] e a falta da Palestina", reconhece.

 

Tatar perdeu a perna direita há 18 anos num acidente automobilístico. Depois da tragédia, ele passou a observar atletas de outros países e decidiu se tornar nadador.

 

Os atletas palestinos se preparam em condições difíceis porque a promoção do esporte não é uma prioridade no território ocupado por Israel e com uma economia variante como a da ANP.

 

Ainda se acrescenta a extrema dificuldade que um habitante de Gaza tem de se locomover para outra região. Israel controla com muito rigor a fronteira e permite a saída dos palestinos a conta-gotas.

 

Grande exemplo foi Nader al-Masri, único atleta da Palestina presente na Olimpíada, em agosto. Ele só conseguiu embarcar para a China depois da imprensa mundial noticiar as dificuldades encontradas pelo atleta para deixar a região.

 

Até o momento, não existe nenhum projeto para que Tatar e outros palestinos com deficiência possam participar dos Jogos de Londres. O nadador espera que a divulgação das dificuldades do país abra um caminho de esperança até 2012.




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