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África do Sul vence a França em jogo de eliminados

Apesar da vitória por 2 a 1, sul-africanos são os primeiros anfitriões a sair na primeira fase

22 de junho de 2010 | 12h 50
TERCIO DAVID - estadão.com.br

SÃO PAULO - A França repetiu a desastrosa campanha de 2002 e novamente não passou da primeira fase da Copa do Mundo. O mesmo destino teve a África do Sul, primeira anfitriã a deixar o Mundial antes da segunda fase. Com a vitória por 2 a 1, os sul-africanos ainda ficaram perto da vaga nas oitavas de final, mas acabaram eliminados no saldo de gols.

Parreira finalmente consegue vencer em Copas sob o comando de uma seleção estrangeira - Jorge Silva/Reuters
Jorge Silva/Reuters
Parreira finalmente consegue vencer em Copas sob o comando de uma seleção estrangeira

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Desta forma, no Grupo A se classificaram Uruguai e México. Agora, estes times irão enfrentar as equipes da Chave B, que deverá ter a Argentina em primeiro lugar - provável adversário dos mexicanos, que se classificaram em segundo, graças à derrota frente aos uruguaios no último jogo.

Destroçada por brigas internas e descontentamento tanto dos jogadores quanto dos jornalistas franceses com o técnico Raymond Domenech, a campeã de 98 foi a maior decepção do Mundial.

Vale lembrar que a França só conseguiu ir à Copa graças ao polêmico gol de Gallas - após a ajeitada com mão de Henry na jogada - diante da Irlanda do Norte, na repescagem das Eliminatórias Europeias.

A África do Sul também só conseguiu ir à Copa por ser anfitriã. Prova disto foi que o time não conseguiu classificação para a Copa Africana das Nações.

MELANCOLIA. Abalada emocionalmente, a França não conseguiu se mostrar uma grande ameaça ao gol de Joseph no primeiro tempo. Aliás, o time sequer conseguiu se acertar na marcação.

Mais organizada em campo, a África do Sul conseguiu abrir o placar graças a uma saída errada do goleiro francês. Aos 19, após cobrança de escanteio, Lloris saiu mal e não cortou o cruzamento. Khumalo acreditou no lance e cabeceou na segunda trave para balançar a rede.

Perdendo, as coisa só pioraram para França. Aos 26, Gourcuff foi expulso depois de acertar uma cotovelada em Sibaya, em uma disputa na área sul-africana.

Nocauteada, a França parecia um time de zumbis em campo e não conseguiu sequer evitar o segundo gol sul-africano.

Aos 36, Tshabalala cruzou da esquerda, Diaby não afastou, Masilela fica com a sobra, cruzou e Mphela, atrapalhado pelo zagueiro, ampliou e acendeu as esperanças sul-africanas, afinal, o time precisaria de apenas mais dois gols, caso o placar em Rustembrugo se mantivesse em 1 a 0 para o Uruguai.

 França FRANÇA 1
Lloris; Sagna, Gallas, Squillaci e Clichy; Diarra (Govou), Diaby , Gignac (Malouda) e Gourcuff ; Ribery e Cisse (Henry).
Técnico: Raymond Domenech
 África do Sul ÁFRICA DO SUL 2
Josephs; Ngcongca (Gaxa), Mokonema, Khumalo e Masilela; Sibaya, Khuboni (Modise), Pienaar e Tshabalala; Mphela e Parker (Nomvethe)
Técnico: Carlos Alberto Parreira
Gols: Khumalo, aos 19, e Mphela, aos 36 minutos do primeiro tempo. Malouda, aos 24 minutos do segundo tempo.
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Estádio: Free State, em Bloemfontein
Um minuto depois, Piennar recebeu na frente, em posição de impedimento, ajeitou e mandou a bomba para fazer o que seria o terceiro gol sul-africano, não fosse a sinalização do auxiliar. O arbitro então anulou acertadamente e frustrou a torcida local.

No segundo tempo, a África do Sul começou melhor, inclusive acertando a trave no chute de Mphela aos cinco minutos, mas a França voltou mais ligada e interessada em, pelo menos, se despedir com dignidade.

E conseguiu. Aos 24, Sagna acertou ótimo lançamento para Ribery, que invadiu a área e rolou na saída do goleiro para Malouda desviar para o gol vazio para pelo menos marcar o gol de honra e não igualar totalmente o desastre 2002.

A PRIMEIRA. Apesar da desclassificação da África do Sul, o técnico Carlos Alberto Parreira comemora sua primeira vitória, em Copas do Mundo, sob o comando de uma seleção estrangeira. Campeão do mundo com o Brasil em 94, o técnico antes havia treinado três seleções: Kuwait, na Copa de 82, Emirados Árabes, em 90, e a Arábia Saudita, em 98. Esta foi a sexta Copa do brasileiro como treinador.

 

 

 

 




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