Alemanha atropela Argentina, faz 4 a 0, e está na semifinal da Copa do Mundo
Cada vez mais favorita, seleção agora terá a Espanha pela frente; Klose marcou seu 14.º gol e está a um do recorde de Ronaldo
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Kai Pfaffenbach/Reuters
SÃO PAULO - Uma partida para entrar para os almanaques de Copa do Mundo. Com um verdadeiro show, a Alemanha mostrou porque é apontada como uma das fortes candidatas ao título ao garantir vaga na semifinal com uma goleada sobre a tão badalada Argentina por 4 a 0, neste sábado, 3, na Cidade do Cabo. E os gritos de "Argentina va salir campeón" foram embora da África do Sul com Maradona e seus comandados cabisbaixos, adiando o sonho da terceira conquista Mundial.
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IMAGENS - Os melhores lances da partida
CRONOLOGIA: Copa, dia a dia
TABELA - Jogos | Classificação | Simulador
| "Como Laranja Mecânica" | |
| A Alemanha repetiu os 4 a 0 da Holanda sobre os Hermanos em 1974. A diferença é que se tratava da Laranja Mecânica contra um time sem lá muita inspiração | |
A Alemanha, pela 11.ª vez na semifinal - a terceira seguida -, se prepara agora para pegar a Espanha, que bateu o Paraguai em Johannesburgo. A partida acontecerá em 7 de julho, em Durban. Holanda e Uruguai se enfrentam um dia antes, na Cidade do Cabo. O estadão.com.br acompanha todas as partidas.
De uma classificação conturbada nas Eliminatórias, com inclusive "El Diez" Maradona questionado, a uma reviravolta e a seleção argentina chegou a Copa como uma das candidatas ao título. Em um amistoso em março, deu show diante da própria Alemanha, em Munique. E tudo foi pelo ralo com os gols de Muller, Klose (duas vezes) e Friedrich - o primeiro empatado na artilharia da Copa e o segundo que chegou a 14 gols em Mundiais, a um de igualar o recorde de Ronaldo.
| "Agora é sentar no Obelisco" | |
| Maradona prometeu correr pelado no Obelisco se ganhasse a Copa. Agora, como bem disse Zagallo, talvez ele terá de sentar no Obelisco | |
Em campo, simplesmente cinco títulos mundiais e um tabu que enriquecia ainda mais o jogo: o de os alemães nunca terem perdido para um sul-americano fora da grande final. Especificamente contra os argentinos, foram duas vitórias (uma delas a da conquista de 1990), dois empates (uma classificação nos pênaltis em 2006) e uma derrota (justamente a da decisão de 1986).
Time sensação. A Alemanha, historicamente um time de chegada, agora tem um quê de ousadia ofensiva. Além do centroavante Klose, os rápidos e habilidosos Schweinsteiger, Muller e Ozil organizavam as jogadas por todos os lados do campo.
| "A vida é dura" | |
| Com o massacre sofrido diante da Alemanha, durou apenas 24h a alegria argentina proporcionada pela desclassificação do Brasil. | |
Mas o gol veio mais uma vez de um volante, e dos bons. Muller aproveitou cruzamento na área e, logo com dois minutos, cabeceou para as redes. Com o seu quarto gol marcado, o mais rápido na África, ele se juntou aos artilheiros da competição David Villa (Espanha), Vittek (Eslováquia), Higuaín (Argentina) e agora Klose (Alemanha) - todos esses atacantes.
Aos argentinos, igualmente técnicos, a vontade característica do futebol sul-americano era alternativa para superar o placar adverso. Tevez seguia brigando com os zagueiros e Higuaín até chegou a marcar, mas em impedimento. Faltava mesmo o toque de classe do Melhor Jogador do Mundo Lionel Messi, que no primeiro tempo deu apenas um chute para o gol e terminou sua participação sem balançar as redes.
Argentina |
0 |
| Romero; Otamendi (Pastore), Demichelis, Burdisso, Heinze; Mascherano , Maxi Rodriguez, Di Maria (Aguero), Messi; Tevez e Higuaín | |
| Técnico: Diego Maradona | |
Alemanha |
4 |
| Neuer; Lahm, Friedrich, Metersacker, Boateng (Jansen); Khedira (Kroos), Schweinsteiger, Müller (Trochowski), Özil; Podolski e Klose | |
| Técnico: Joachim Low | |
| Gols: Muller, aos 2 minutos do 1.º Tempo. Klose, aos 22 e aos 44; Friedrich, aos 28 minutos do 2.º Tempo. Árbitro: Ravshan Irmatov (USB) Estádio: Green Point, na Cidade do Cabo | |
Goleada histórica. Os alemães seguiam sem tomar conhecimento do adversários. Ganhavam todas as disputas de bola e aplicavam um verdadeiro baile. Os demais gols estavam fadados a uma questão de tempo - e em jogadas semelhantes, pelo lado esquerdo da defesa argentina.
Em jogada individual, Podolski fez fila nos zagueiros e cruzou para Klose, livre de marcação e sem goleiro, só empurrar para o fundo do gol. Não contentes, eles queriam mais. Schweinsteiger também passou pelos zagueiros com facilidades e só rolou para o zagueiro Friedrich marcar. A festa estava garantida. Os argentinos não tinham mais o que fazer, também não tinham forças para nada. Pelo menos, assimilaram a derrota e não distribuíram pontapés, como em outras vezes.
Já nos minutos finais, Klose concluiu com perfeição o cruzamento de Ozil e marcou o seu 14.º em Copas, superando o francês Just Fontaine e igualando a marca do também alemão Gerd Muller.
Eliminados, a Argentina segue o mesmo destino de outros campeões Mundiais como França, Itália, Inglaterra e... Brasil. Alemanha e Uruguai seguem na competição.
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Dylan Martinez/Reuters
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