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Após recorde, Cielo festeja fim da ansiedade e desabafa

Nadador não gostou das críticas de que suas marcas não são brasileiras por ele treinar nos Estados Unidos

18 de dezembro de 2009 | 11h 44
AE - Agencia Estado


Jonne Roriz/AE

SÃO PAULO - Depois de quebrar o recorde mundial dos 50 metros livre, nesta sexta-feira pela manhã, em São Paulo, com a marca de 20s91 no Torneio Open de Natação, no Clube Pinheiros, o brasileiro César Cielo comemorou o fim do período de ansiedade que ele vivia por almejar o objetivo.

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Ele tinha pressa em obter o feito até pelo fato de que, a partir de 2010, os maiôs tecnológicos estarão proibidos. Cielo revelou que perseguia a marca mundial dos 50 metros desde a Olimpíada de Pequim, em 2008, quando conquistou a medalha de ouro da distância.

"Olha, eu queria muito terminar esse ano como melhor dos 50 e melhor dos 100 metros. Bati na trave duas vezes nesse campeonato, não estava fácil, estava engasgado já. Mais do que pra mim, queria esse resultado para o Albertinho (técnico Alberto Silva), que me treina desde quando eu tinha 16 anos. Ele merecia ter esse resultado no currículo dele também", afirmou Cielo, em entrevista ao SporTV.

O nadador desabafou contra quem considera que o seu sucesso nas piscinas só se devia ao trabalho que ele vem realizando nos Estados Unidos com o técnico Brett Hawke.

"Mais do que pra mim, pra ele (Albertinho) não é fácil eu voltar de uma Olimpíada como campeão olímpico, voltar do Mundial como recordista e campeão mundial e ele ter de segurar a bomba sozinho. Todo mundo cobrando, falando que o resultado nunca pertenceu ao Brasil, e está aí. Treinei o semestre inteiro no Brasil, com o Albertinho, e deu certo", ressaltou Cielo.

Ao mesmo tempo, o brasileiro afirmou que ficou feliz por realizar o desejo dos torcedores que por pouco não festejaram o recorde mundial em outras oportunidades, como na última quinta-feira, quando Cielo obteve o segundo melhor tempo da história dos 50 metros livre ao cravar 21s02 no Clube Pinheiros.

"Eu não queria mais ouvir a galera gritando ''óóó'' toda hora. Não poderia ter terminado o ano de forma melhor. Eu queria agradecer o Albertinho por tudo e pelo Brett (Hawke) por ter vindo até aqui. Eu tinha avisado a ele (Hawke) que eu iria conseguir, mas ele não tinha acreditado muito, e ele foi fundamental para eu ter conseguido bater esse recorde", disse.

Na sequência, Cielo lembrou que agora entrou para a história como o nadador mais rápido do mundo não apenas por ser o atual campeão mundial dos 50 metros livre. "Eu nunca fui o melhor no papel, sempre consegui ganhar, mas o recorde dos 50 eu queria desde a Olimpíada. O (recorde dos) 100 (metros) acabou vindo primeiro, mas agora é colocar meu nome no quadro de Auburn (local onde treina nos Estados Unidos) de recordes e tirar o (nome do francês Frederick) Busquet de lá que agora o tempo é meu".



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