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Argentina vence e se aproxima da classificação às oitavas de final

Com três gols, o Higuaín comandou os 4 a 1 sobre a Coreia do Sul na abertura do Grupo B

17 de junho de 2010 | 10h 20
ANDRÉ AVELAR - estadão.com.br


Lee Jin-man/AP

SÃO PAULO - A Argentina voltou a dar mostras de um futebol que promete encantar a Copa do Mundo. Os "Hermanos" bateram a Coreia do Sul por 4 a 1 nesta quinta-feira, 17, no Soccer City, em Johanesburgo. Park Ji Sung (contra) e Higuaín, três vezes, decretaram a vitória. Chung Yong Lee descontou.


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"Coerência argentina"
Não há como assistir aos jogos da Argentina e não comparar com os do Brasil. E estamos perdendo.

Menos performático, mas ainda cativante. A Argentina foi o retrato do seu técnico. Do banco de reservas, um Maradona contido e elegante. Seleção que não deslanchou, porém brilhante. No fim, os comandados de "El Diez" assumiram a primeira posição do Grupo B e, com seis pontos, dão importante passo rumo às oitavas de final. Com três somados, a Coreia segue na briga pela segunda colocação.

"Higuaín: feito histórico!"
Um jogador não marcava três gols em um só jogo de Copa do Mundo desde 2002, com o português Pauleta.

Também pelo Grupo B, Grécia e Nigéria se enfrentam ainda nesta quinta, em Bloemfontein. Uma vitória dos gregos garante a classificação antecipada dos argentinos.

Na sua estreia, a seleção argentina insinuou que poderia jogar mais. A grande atuação, em todos os seus atos, ou nos 90 minutos da partida, ainda não veio. Ficou o sabor de que ainda pode render mais. Melhor jogador do mundo, Lionel Messi demorou a arriscar das suas arrancadas com a bola colada aos pés. Carlitos Tévez passou boa parte do tempo no chão, brigando com os zagueiros.

Complicou. Ainda assim, com o amplo domínio, o primeiro gol parecia questão de tempo. Mas o gol veio de uma infelicidade de Park Chu Young. Messi cobrou falta da intermediária, na direção de Heinze, a Jabulani fez uma curva inesperada e acabou batendo no coreano. Foi o segundo gol da Argentina no Mundial, o segundo de bola parada.

Não demorou muito e o segundo gol do jogo também veio. Burdisso desviou bola cruzada na área e o centroavante Higuaín cabeceou para as redes. Foi só o primeiro gol do até então questionado atacante do Real Madrid (ESP).

A Coreia do Sul só foi acordar para o jogo aos 45 minutos. Mostrou a eficiência própria do futebol asiático. O zagueiro Demichelis deu um cochilo inaceitável para uma Copa e perdeu a bola na entrada da área. O meio-campo Chung Yong Lee aproveitou e chutou firme para diminuir.

O gol marcado no final deu novo gás aos coreanos. Enquanto o craque do time, o jogador do Manchester United (ING) Park Ji Sung estava sumido em campo, Ki Hun Yeom resolveu chamar a responsabilidade. Ele exigiu pelo menos duas intervenções do goleiro Romero.

 Argentina ARGENTINA 4
Romero; Gutierrez    , Demichelis, Samuel (Burdisso), Heinze; Mascherano    , Rodriguez, Di Maria, Messi; Higuaín (Bolatti) e Tevez (Aguero)
Técnico: Diego Maradona
 Coreia do Sul COREIA DO SUL 1
Jung Sung Ryong; Beom Seok, Jung Soo Lee, Yong Hyung Cho, Young Pyo Lee; Jung Woo Kim, Sung Yueng Ki (Namil), Park Ji Sung, Chung Yong Lee    ; Ki Hun Yeom     e Park Chu Young
Técnico: Huh Jung-Moo
Gols: Park Chu Young (contra), aos 33; Higuaín, aos 33; Chung Yong Lee, aos 45 do 1.º Tempo. Higuaín, aos 31 e aos 34 do 2.º Tempo.
Árbitro: Frank de Bleeckere (BEL)
Estádio: Soccer City, em Johannesburgo

Assim como na primeira partida, a Argentina caiu de produção e passou a tomar sufoco no final. Maradona novamente buscava uma alternativa no banco de reservas - deu a certeza de que ele próprio queria entrar em campo quando deu um toque de letra ainda na linha lateral.

Chacoalhão. A inspiração de Messi e o oportunismo de Higuaín resolveram a partida. O melhor do mundo arrancou da intermediária, acertou a trave e o centroavante, sozinho e em posição de impedimento, marcou o terceiro gol. O camisa 9 ainda marcaria o quarto, de novo sem marcação, três minutos depois. Ele é o primeiro jogador nesta edição do Mundial a marcar três gols em uma mesma partida.

Com os três pontos garantidos, a Argentina fez o que sabe de melhor. Tocou a bola de lado e esperou o resultado. Agora espera também, a definição de Nigéria e Grécia, que pode render a classificação antecipada.

 
Jonne Roriz/AE




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