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Barrichello bate na Turquia recorde de 257 corridas na F1

08 de maio de 2008 | 19h 58
ALAN BALDWIN - REUTERS

O piloto Jenson Button liderou os

elogios a seu companheiro de equipe Honda, Rubens Barrichello,

nesta quinta-feira, no Grande Prêmio da Turquia. O brasileiro

se prepara para o recorde de 257 provas disputadas na Fórmula

1.

"Isto é fantástico, e ele não parece ter mais de 37 anos",

brincou o inglês, concordando que o brasileiro, que na verdade

tem apenas 35 anos, não mostra sinais de que está reduzindo a

velocidade.

Button tinha apenas 13 anos quando Rubinho fez sua estréia

com a extinta Jordan, aos 20 anos, na África do Sul, em 1993.

"Eu havia visto Rubens correr na Fórmula 3 e fiquei bem

impressionado com ele", disse recentemente Eddie Jordan, o

primeiro chefe de equipe de Barrichello na F1.

"Mas foi apenas quando recebi uma ligação de Ayrton Senna,

que me disse que ele era um grande garoto, que eu pensei

seriamente em contratá-lo", acrescentou.

A paisagem da Fórmula 1 mudou consideravelmente desde então. A

Williams, que ganhou uma corrida pela última vez em 2004,

dominava as pistas em 1993, enquanto a Ferrari estava em

depressão.

O então futuro companheiro de equipe Michael Schumacher,

agora aposentado e com sete campeonatos mundiais, tinha apenas

uma vitória no currículo.

O italiano Riccardo Patrese estava em sua última temporada

com a Benetton, saindo fora de cena com sua 256a participação

em uma corrida, marca que será apagada no próximo domingo com o

recorde de Rubinho.

"Sentirei tristeza, é claro", disse Patrese nessa semana.

"Estava feliz em manter o recorde, mas recordes estão aí para

serem batidos e tudo o que posso dizer é que parabenizo Rubens

por isso".

Os pilotos estão mais novos, mas a marca extraordinária de

Barrichello poderá se manter pelo mesmo tempo que a de Patrese.

O contrato de Rubinho com a Honda acaba no final da

temporada e ele não marca pontos desde 2006, mas ele gostaria

de continuar por algum tempo ainda.

"Me sinto mais feliz quando estou na F1, me preparando para

uma corrida, do que quase em qualquer outro lugar", disse

Rubinho essa semana.

"Enquanto as pessoas olham para minha carreira de 16 anos,

estou olhando para frente e a próxima corrida é o que mais

importa", disse.

Se a parte mais triste da carreira de Barrichello foi em

Ímola em 1994, quando perdeu seu amigo e compatriota Ayrton

Senna, a parte mais feliz foi na Ferrari.

Rubinho venceu nove vezes com a escuderia italiana entre

2000 e 2004 como o companheiro leal de Schumacher.

"Realmente tivemos bons momentos, não apenas nas pistas,

mas também fora", disse Schumacher em um tributo a Barrichello.

"Rubens é o cara perfeito para se divertir, então espero que

ele não demore muito para se aposentar."



Tópicos: FI, BARRICHELLO, RECORDE

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