Brasil bate Japão e fica em nono no Mundial de basquete
A seleção brasileira feminina encerrou com vitória a sua participação no Mundial de basquete. Fazendo uma campanha decepcionante no torneio disputado na República Checa, o Brasil garantiu ao menos o nono lugar ao vencer o Japão na madrugada deste sábado. Sem grandes dificuldades, a seleção ganhou das japonesas por 84 a 79.
A vitória foi a segunda sobre o Japão no Mundial. Pela segunda fase da competição, o Brasil precisava vencer o time asiático para seguir com chances de avançar às semifinais. Em um jogo dramático, as brasileiras triunfaram na prorrogação, por 93 a 91. Desta vez, porém, o resultado positivo serviu apenas para salvar a honra da equipe verde e amarela.
Com o nono lugar, o Brasil fez a sua pior campanha em Mundiais desde 1990, quando terminou em décimo na Malásia. Campeão em 1994, na Austrália, o time brasileiro havia ficado em quarto na última edição do torneio. Em 2006, jogando em casa, a seleção perdeu a disputa pelo terceiro lugar para os poderosos Estados Unidos.
O técnico espanhol Carlos Colinas, que não tem a sua presença garantida no cargo após o Mundial, comentou a vitória deste sábado. "Foi um jogo difícil pelo horário, que era muito cedo, e por ser nossa última partida na competição", disse Colinas, lembrando que o Brasil entrou em quadra às 9 horas no horário local. O treinador também analisou o torneio como um todo.
"Acho que a competição ficou marcada pela derrota contra a Coreia (do Sul, na estreia), pela forma como perdemos. Com isso, custamos a ganhar de Mali e a Espanha fez um excelente jogo contra nós", disse, se referindo ao revés para as espanholas. "O Mundial está cada vez mais difícil. Hoje vemos a Austrália e Rússia, campeã e vice de 2006, fora das semifinais", argumentou o comandante do Brasil.
Além da disputa pelo nono lugar, o jogo deste sábado marcou as despedidas da armadora Helen Luz e da pivô Alessandra da seleção. A última, inclusive, foi o grande destaque da partida, com 21 pontos e dez rebotes. Mas a boa atuação não foi suficiente para evitar a insatisfação da experiente jogadora com a campanha do Brasil no Mundial.
"O jogo de hoje (sábado) encerrou um ciclo da minha carreira. Estou um pouco triste porque gostaria de ter ido mais longe no Mundial, mas não tem problema. Vamos seguir em frente", afirmou Alessandra. Assim como ela, a também pivô Érika de Souza foi outra a ir bem contra o Japão, anotando 15 pontos e 13 rebotes.
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