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Carrasco do Brasil, Sneijder pode ser campeão de tudo

Com histórico de superação, holandês, que já brilhou na Inter de Milão, busca título inédito para seu país

02 de julho de 2010 | 14h 49
LUIZ RAATZ - estadão.com.br

SÃO PAULO - Sneijder recebeu a bola na intermediária defensiva da Holanda. Sem deixar a Jabulani cair no chão, deu um belo e longo lançamento de uns 60 metros para Van Persie, que recebeu a bola na área do Brasil. O atacante ajeitou para Robben, que foi desarmado.

Sneijder comanda a seleção holandesa na Copa - Michael Kooren/Reuters
Michael Kooren/Reuters
Sneijder comanda a seleção holandesa na Copa

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CRONOLOGIA: Copa, dia a dia

Segundo tempo. Sneijder recebe passe de Robben e cruza. Júlio César não acha nada e Felipe Melo faz contra. Quinze minutos depois, escanteio para a holanda. Robben cobra, Kuyt desvia e Sneijder, 1,70m, na pequena área, decreta a eliminação brasileira.

O meia holandês acertou outros cinco lançamentos na partida de hoje. Fez quatro cruzamentos e chutou quatro vezes no gol.  Acertou 30 de 41 passes. Como Zidane, nas quartas de final em 2006, foi o melhor da partida. E festejou a vitória.

"É fantástico eliminar uma das maiores e melhores seleções do mundo", disse. "A virada parecia impossível no intervalo. Comentamos que precisávamos melhorar a pressão sobre a defesa brasileira. Finalmente ganhamos e estou muito feliz".

Se for campeão com a Holanda, o meia da Inter de Milão terá vencido todos os campeonatos disputados na temporada. Foi campeão italiano, da Copa da Itália e da Liga dos Campeões, regendo o meio-campo interista.  Na seleção holandesa, aparece menos que Robben, tido como o craque do time, mas também é o maestro do time.

Com uma história de superação pessoal, o jogador de 26 anos ganha força na disputa pelo posto de melhor da Copa. Foi o primeiro gol de cabeça na carreira do holandês. "Acho que não acontecerá outro", disse o jogador, que comemorou muito a classificação.

Sneijder apareceu para o futebol no Ajax, onde jogou de 2002 a 2007. Após boas temporadas, foi contratado pelo Real Madrid. No clube espanhol, brilhou pouco. Jogou apenas 52 partidas em três temporadas e fez 11 gols.

Saiu do clube merengue pelas portas do fundo. Chegou a Inter e sob o comando de José Mourinho fez uma excelente temporada. Meia clássico, de belos passes e lançamentos, chegou a Copa com a responsabilidade de liderar a Holanda na primeira fase, já que Robben estava contundido.

Até agora, já fez três gols e é o artilheiro do time. Contra o Uruguai, terá a dura missão de levar a Holanda a sua primeira final em 32 anos. Na decisão, pode encontrar os alemães, carrascos de 1974, ou os argentinos, que derrotaram a Holanda em 1978, ou os espanhóis, que o escorraçaram de Madrid. De quebra, pode roubar a coroa de maior do mundo de Lionel Messi.

 

 

 

 




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