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Carreira dividida entre a bola e a Medicina

Início de tudo foi complicado, já que a decisão de se dedicar à Medicina quase o impediu de seguir no futebol.

04 de dezembro de 2011 | 6h 25
estadão.com.br

SÃO PAULO - Sócrates conquistaria o Brasil e o mundo pelo toque refinado, a inteligência dentro e fora dos gramados, e a imensa facilidade de fazer gols. Ficaria famoso pelo toque de calcanhar, sua especialidade. O início de tudo, porém, foi complicado, já que a decisão de se dedicar à Medicina quase o impediu de seguir no futebol.

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Sócrates dividiu os estudos em Medicina com o início da carreira no Botafogo de Ribeirão Preto - Arquivo/AE
Arquivo/AE
Sócrates dividiu os estudos em Medicina com o início da carreira no Botafogo de Ribeirão Preto

O Botafogo de Ribeirão Preto, clube onde começou, teve muita paciência com aquele rapaz magro e alto, com perfil pouco atlético e que, se não fosse tanto talento, teria sido dispensado. A recompensa do clube do interior por apostar no garoto veio em 1977, quando o Botafogo conquistou o primeiro turno do Campeonato Paulista e Sócrates foi o artilheiro.

Também se destacou no Campeonato Brasileiro, autor de célebre gol de calcanhar contra o Santos na Vila Belmiro.   No ano seguinte, em 1978, se transferiria para o Corinthians e, ao lado de Palhinha, formaria uma dupla que conquistaria a torcida. A primeira delas, porque, já na década de 80, repetiria o sucesso ao lado de Casagrande.

No novo clube, rapidamente se tornaria ídolo da torcida e ganharia o apelido de "Doutor" e "Magrão". O primeiro título no Alvinegro viria no ano seguinte, em 1979, em final contra a Ponte Preta, ao lado de Jairo, Zé Maria, Mauro, Amaral, Wladimir, Caçapava, Biro-Biro, Píter, Palhinha e Romeu.

A primeira convocação para a seleção também viria em 1979 e, daí em diante, nunca mais deixaria de ser lembrado pelo técnico Telê Santana, admirador do futebol elegante do meia. Disputou as Copas de 1982 e 1986.

No Corinthians, viveria seu melhor momento em 1982 e 1983, quando comandou um movimento chamado "Democracia Corintiana", em que os jogadores participavam de decisões internas do clube, como concentração, premiação e viagens.

Era uma forma de usar o futebol para dar um recado político, já que o País lutava pelo voto direto, na famosa campanha das "Diretas Já". Nestas duas temporadas, o time foi campeão paulista vencendo o São Paulo nas finais.

Depois, ainda jogaria pela Fiorentina, entre 1984 e 1985, e retornaria ao Brasil em 1985 para defender o Flamengo, onde permaneceu até 1987. Em seguida, jogaria no Santos em 1988 e 1989.




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