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Chefão da F-1 causa polêmica ao elogiar Adolf Hitler

Bernie Ecclestone critica os regimes democráticos e diz que eliminar Saddam Hussein foi má ideia

04 de julho de 2009 | 11h 04
EFE

LONDRES - O chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, causou nova polêmica no mundo da Fórmula 1 ao declarar que prefere regimes totalitários e tem restrições quanto a democracias. Ele elogiou Adolf Hitler por ter "conseguido fazer as coisas funcionarem" quando comandava a Alemanha, nas décadas de 30 e 40 do século XX.

Para o chefão Bernie Ecclestone, a democracia não faz bem para muitos países do mundo - Diego Azubel/EFE
Diego Azubel/EFE
Para o chefão Bernie Ecclestone, a democracia não faz bem para muitos países do mundo

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Em entrevista ao jornal The Times, o multimilionário britânico criticou os políticos atuais por sua fraqueza e ressaltou as virtudes dos líderes mais fortes.

"Ainda que dizer isso possa parecer terrível, pois em um determinado momento Hitler se deixou levar e fez coisas que não sei se realmente queria fazer, o certo é que estava em posição de mandar em muitas pessoas e ele conseguiu que fizessem coisas importantes", declarou.

"Mas no fim ele se perdeu, e por isso não foi um bom ditador. Ele sabia o que estava acontecendo ao seu redor e foi intransigente. Não soube se portar como um ditador", assinalou.

De acordo com Ecclestone, a democracia não tem feito muitas coisas boas para muitos países, incluindo a Grã-Bretanha. "Os políticos estão exageradamente preocupados com as eleições", disse.

Para ele, eliminar o ex-líder iraquiano Saddam Hussein foi uma má ideia. "Era o único que poderia controlar aquele país. Ocorre o mesmo com os Talibãs. Nos metemos em países sem ter ideia de qual é sua cultura. Os norte-americanos talvez pensassem que Bósnia era uma cidade de Miami", disparou.

Segundo o chefão da Fórmula 1, "há pessoas morrendo de fome na África e ninguém faz nada, e sem precisar se metem em coisas com as quais jamais deveriam mexer".

Ao elogiar líderes fortes como a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, Ecclestone sugeriu que seu amigo Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), seria um bom primeiro-ministro para o país. Filho do ex-líder fascista Oswald Osley, Mosley foi acusado recentemente pelas escuderias de atuar como um ditador na principal categoria do automobilismo mundial.

"Margaret Thatcher estava constantemente tomando decisões e conseguia com que fossem feitas coisas. Gordon (Brown) e Tony (Blair) tentam agradar todos ao mesmo tempo", criticou.

RESPOSTA
As declarações de Ecclestone geraram resposta de organizações judaicas e alguns políticos. O Conselho de Deputados Judeus Britânicos classificou as palavras como "extravagantes". Já o deputado Denis McShane criticou a decisão do chefão da F-1 de se alinhar ao movimento antidemocrático.

"Se Ecclestone pensa seriamente que Hitler teve que ser convencido por outros para que matasse seis milhões de judeus, invadisse outros países europeus e bombardeasse Londres, ele mostra que não conhece a história ou não tem juízo", afirmou McShane, presidente de um instituto de combate ao antisemitismo.



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