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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009, 10:42 | Online

Corinthians vai ter de pagar reforços sem patrocínio

Diretoria alvinegra não consegue fechar cotas de patrocínio e precisa quitar vencimentos de jogadores

Marcel Rizzo - Jornal da Tarde

Souza foi 'dividido' em 15 parcelas de R$ 309 mil

Paulo Pinto/AE

Souza foi 'dividido' em 15 parcelas de R$ 309 mil

ITU - A calma com que a diretoria corintiana diz trabalhar o acerto com os novos patrocinadores está chegando ao fim. O orçamento do futebol precisa dos adiantamentos que os novos parceiros farão para o pagamento das parcelas e luvas dos jogadores recém-contratados.

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O caso mais urgente é o do argentino Sérgio Escudero. Até o dia 20 de janeiro é preciso depositar US$ 500 mil (R$ 1,1 milhão) da primeira parcela de um total de US$ 1,3 milhão (R$ 2,9 milhões). Se o clube não pagar, a transação corre risco de não sair, embora isso nem seja considerado pela diretoria de futebol.

"Não tem essa possibilidade. O Escudero já é jogador do Corinthians", disse o diretor de futebol Mário Gobbi. Mano Menezes queria o argentino, que atuava no Argentinos Jrs., trabalhando já na pré-temporada de Itu, algo improvável neste momento. Com medo de calote, os argentinos não liberam o atleta enquanto não cair o pagamento.

Se até o dia 20 não houver dinheiro dos novos patrocinadores no caixa, o Corinthians vai ter que se apertar e colocar a mão em uma reserva que o clube mantém. Segundo o diretor financeiro Raul Corrêa e Silva, houve lucro de R$ 13 milhões na temporada passada, apesar de a dívida do clube continuar na casa dos R$ 90 milhões.

Souza será pago em 15 parcelas de 100 mil (R$ 309 mil), num total de 1,5 milhão (R$ 4,8 milhões). Mas a primeira vence em março.

Jogadores que chegaram com status de gratuito, casos do volante Túlio e do atacante Jorge Henrique, também têm custos. Túlio, por exemplo, vai receber R$ 100 mil mensais, mas embolsará uma quantia pelo menos cinco vezes maior de luvas.

Para fechar com os novos patrocinadores, o principal problema não são os valores, mas o tempo de contrato. Algumas empresas chegaram aos sonhados R$ 20 milhões por ano, mas exigem prazo de dois anos. O marketing do clube acha que não pode se comprometer para 2010, ano do centenário e no qual a marca estará mais valorizada.

O Corinthians conta também com os R$ 38 milhões de cota de TV (Paulistão e Série A). Parte dessa quantia deve até ser antecipada, o que pode ser a salvação.


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