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Cuca nega que tenha pedido demissão do Santos na quarta

Treinador admite que situação da equipe santista é péssima no Brasileirão e admite risco de rebaixamento

18 de julho de 2008 | 22h 02
Sanches Filho - Especial para O Estado de S.Paulo

A palavra rebaixamento, repudiada até o começo de semana, passou a fazer parte do vocabulário dos santistas. O técnico Cuca, que negou ter pedido demissão após a derrota por 3 a 0 diante do Figueirense, em Florianópolis, quarta-feira, concordou nesta sexta-feira que a situação do Santos é pior do que a do Corinthians no primeiro turno do Campeonato Brasileiro do ano passado.

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"Nem é preciso comparar, como também não adianta pensar que temos o rei na barriga porque é o Santos e que não vai cair. É só olhar na classificação", disse o treinador depois do coletivo no Centro de Treinamento Rei Pelé. Ele admitiu que ao aceitar o convite para ser o técnico do Santos não imaginou que fosse enfrentar tantos problemas. "Agora chegamos ao limite; não temos mais tempo e nem direito de perder."

Cuca não acredita que o seu comando esteja fragilizado depois do pedido demissão na noite de quarta-feira, depois da derrota por 3 a 0 contra o Figueirense, em Florianópolis. Ele disse que esse perigo não existe porque não houve pedido de demissão, ao contrário do que afirmou o presidente do clube, Marcelo Teixeira, na véspera.

"As coisas são sempre aumentadas. Não houve pedido de demissão. Apenas deixei o presidente à vontade para tomar a decisão que achasse melhor. Eu também me sinto mal depois de dirigir o time oito vezes e ainda não ter vencido. Estou 4 a 4. Foram quatro derrotas e quatro empates. Não adianta empurrar com a barriga. É preciso abrir os olhos. O que posso adiantar é que vou reestrear domingo."

O técnico voltou a dizer que não tem medo de perder o emprego e que se for mandado embora em pouco tempo estará empregado em outro clube. Ele negou que o grupo prometeu jogar por ele e ganhar do Sport. "Não preciso que joguem por mim. Quero que o time jogue por ele, pela alegria dos jogadores e pela carreira deles. Não quero sair daqui e nem costumo deixar um clube no momento ruim."

Ao contrário de Leão, que chegou a insinuar que enfrentava problemas de má vontade por parte de alguns jogadores, Cuca diz que confia no grupo. "Nunca joguei para derrubar técnico, mas já joguei por muitos treinadores. Aqui não há nada de ruim. A minha maior dificuldade é que alguns jogadores nem estrearam ainda e outros jogaram fora das melhores condições."

De acordo com o técnico, durante as duas conversas com Teixeira ele apresentou uma análise do que o time fez e deixou de fazer até agora e projetou o restante do Campeonato Brasileiro.

"Já foram disputados 33% do Brasileiro e fizemos apenas oito gols. Nesses sete jogos que faltam para terminar o primeiro turno mostramos o número de pontos que poderemos fazer. Vamos ter que ser humildes, deixar de falar em título ou em classificação para a Libertadores. Nosso objetivo é sair da zona de rebaixamento e depois, quem sabe, pensar em vaga para a Sul-Americana", concluiu.




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