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De saída, Dunga diz que 'resgatou o sentido de jogar na seleção'

Técnico elogiou o comprometimento dos jogadores e deu sinais de que deixará o comando da equipe

02 de julho de 2010 | 13h 48
Estadão.com.br

O nervosismo que demonstrava à beira do campo nos minutos finais da partida em que o Brasil foi derrotado pela Holanda nesta sexta-feira, 2, deu lugar a um tom conformista na feição do técnico Dunga, que, inclusive, deixou sinais de que não continuará no comando da seleção brasileira.

Dunga lamentou que Brasil não conseguiu manter o ritmo de jogo no segundo tempo contra os holandeses - Matt Dunham/AP
Matt Dunham/AP
Dunga lamentou que Brasil não conseguiu manter o ritmo de jogo no segundo tempo contra os holandeses


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"Não conseguimos manter a mesma forma de jogar e concentração no segundo tempo. E a Copa é decidida em detalhes", disse Dunga durante a entrevista coletiva após a partida. "Não conseguimos alcançar nosso maior objetivo que era ser campeão, mas o maior resultado destes quatro anos foi ter resgatado o sentido de jogar pela seleção brasileira", afirmou o treinador.

Questionado sobre a expulsão do volante Felipe Melo no segundo tempo, quando o Brasil já estava em desvantagem no placar, Dunga falou que é 'injusto falar algo sobre um jogador porque todos ganham e todos perdem", mas o treinador reconhece que a desvantagem numérica em campo atrapalhou. "Jogar com um jogador a menos sempre dificulta, ainda mais com o outro lado com jogadores de qualidade, mas desde o início do jogo, e no intervalo, a gente alertou que o juiz estava muito pressionado. Por isso troquei o Michel, que já tinha um cartão", explicou o treinador brasileiro.

FUTURO E COMPROMETIMENTO
Questionado sobre seu futuro, Dunga deu sinais de que não deverá continuar no comando da seleção brasileira. "Sobre o meu futuro, todos sabiam desde o momento em que assumi o comando da seleção que eu ficaria quatro anos", afirmou o técnico.

Sobre a forma de comando que implantou na seleção brasileira, Dunga disse que tomou todas as decisões em prol do grupo e evitou polemizar sobre o conturbado relacionamento que mantém com a imprensa brasileira desde que assumiu o comando. "Desde o início decidi que a seleção precisava de privacidade. E nos momentos que eram concedidos a vocês (imprensa), todos atenderam. Não fizemos nada muito diferente do que as outras seleções fazem."

No fim da entrevista coletiva, Dunga falou sobre o comprometimento dos jogadores na preparação para a Copa do Mundo. "Poucas vezes uma seleção ficou 50 e poucos dias sem folga sem reclamar. E não houve nenhuma polêmica, as coisas transcorreram sem problemas e na maior transparência", disse o treinador, antes de deixar a sala de imprensa do estádio Nelson Mandela Bay.

 

 

 

 




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