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Espanha enfim chega à decisão de uma Copa do Mundo

Puyol marca belo gol de cabeça e garante a vitória espanhola diante da Alemanha por 1 a 0 pelas semifinais

07 de julho de 2010 | 17h 20
ANDRÉ RIGUE - estadão.com.br

Enfim, a Espanha conseguiu chegar a uma final de Copa do Mundo. Com um gol espetacular de Puyol de cabeça no segundo tempo (foto), a Fúria derrotou a temida Alemanha por 1 a 0 pelas semifinais, nesta quarta-feira, e garantiu presença na decisão diante da Holanda, que na outra semifinal eliminou o Uruguai.

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A classificação da Espanha é marcante para a história da Copa do Mundo, que conhecerá neste domingo, às 15h30, no Soccer City, um novo campeão mundial. A Espanha tinha como melhor desempenho em Copa do Mundo um 4.º lugar obtido no Brasil, em 1950. A seleção holandesa já disputou a final por duas vezes e acabou com dois vices.

Em sua 13.ª participação em Copa, a Espanha entrou como a grande favorita dos apostadores ao lado do Brasil. Depois de um início desastroso diante da Suíça, a equipe se reencontrou e cresceu ao longo da decisão. Antes de eliminar a Alemanha, rival do título na Eurocopa 2008, os espanhóis bateram Portugal (oitavas) e Paraguai (quartas).

Para obter a vitória, a Espanha começou com uma novidade nesta quarta-feira. O técnico Vicente del Bosque deixou Fernando Torres no banco (apesar de ser estrela, o atacante vive má fase) para escalar Pedro no ataque ao lado de David Villa. O treinador também ordenou que a equipe marcasse sobre pressão no meio-campo para ter o maior controle de bola.

Nos primeiros minutos, a Espanha foi soberana. Com exceção da invasão de um torcedor aos 3 minutos (retirado "calorosamente" pela polícia), a seleção espanhola concentrou o jogo no campo alemão. Em sua jogada mais perigosa, aos 6 minutos, Pedro fez bela enfiada para o artilheiro Villa, que recebeu por trás de Friedrich e bateu para a defesa de Neuer.

Os espanhóis ainda criaram outro bom lance. Aos 13 minutos, Iniesta fez cruzamento pela direita. O zagueiro Puyol apareceu de surpresa e cabeceou por sobre a meta alemã.

O ritmo alucinante da Espanha não durou muito tempo. Ponto forte do time de Joachim Low, o contra-ataque alemão fez o duelo ficar equilibrado. Aos 31 minutos, Trochowski arriscou com o pé esquerdo e Casillas deu um tapinha salvador. Aos 45, Özil recebeu passe e caiu dentro da área após disputa com Sergio Ramos - a arbitragem considerou a jogada normal.

 Alemanha Alemanha 0
Neuer; Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng (Jansen); Khedira (Mario Gomez), Schweinsteiger, Trochowski (Kroos) e Özil; Podolski e Klose
Técnico: Joachim Low
 Espanha Espanha 1
Casillas; Sergio Ramos, Puyol, Piqué e Capdevila; Sergio Busquets, Xabi Alonso (Marchena), Xavi e Iniesta; Pedro (Silva) e Villa (Fernando Torres)
Técnico: Vicente del Bosque
Gols: Puyol, aos 27 minutos do segundo tempo
Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)
Público: 69.960 pagantes
Estádio: Moses Mabhida, em Durban

No intervalo, Vicente del Bosque deslocou Villa para atuar mais pela esquerda e a Espanha voltou a ter o controle da partida. Duas chances foram criadas no começo do segundo tempo. Aos 4 minutos, Xavi rolou e Xabi Alonso soltou uma bomba à esquerda do gol de Neuer. Cinco minutos depois, foi a vez de Iniesta arriscar de primeira e quase colocar no canto.

A Alemanha passou por momentos de apuros. A Espanha criou outra ótima oportunidade aos 13 minutos da etapa final. Após troca de passes, Xavi arriscou para o gol e Neuer fez bela defesa no canto direito. No rebote, Iniesta invadiu a área e cruzou. Villa se jogou, mas não conseguiu o desvio para as redes.

Os espanhóis não desistiram do ataque em nenhum momento, e após levar um susto numa jogada de Kroos, conseguiram o gol da vitória aos 27 minutos da etapa final. E foi pela bola aérea. Em cobrança de escanteio de Xavi, o zagueiro Puyol subiu mais do que todos e meteu um foguete de cabeça para o fundo das redes - espetacular.

Os espanhóis comemoraram o gol com muito entusiasmo, com um grito que estava engasgado dentro da alma. A Alemanha entrou em desespero e se lançou ao ataque. Porém, os espanhóis tiveram o controle do jogo e ficaram muito mais perto de fazer o segundo do que tomar o empate.

O placar acabou em 1 a 0. Dia histórico para os espanhóis.

 

 

 

 




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