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Estados Unidos se classificam às oitavas aos 45 do segundo tempo

Donovan é o herói do 1 a 0 que eliminou a Argélia; Inglaterra é a segunda colocada do Grupo C

23 de junho de 2010 | 12h 53
ANDRÉ AVELAR - estadão.com.br

SÃO PAULO - O futebol ainda não é preferência nacional nos Estados Unidos, mas bem que pode chegar perto disso. A seleção do país, venceu a Argélia nesta quarta-feira, 23, por 1 a 0 com gol aos 45 do segundo tempo e se classificou às oitavas de final da Copa do Mundo. Landon Donovan foi o herói no Loftus Versfeld, em Pretória. No outro jogo do Grupo C, a Inglaterra também avançou ao bater a Eslovênia.

Donovan: O herói da classificação aos 45 do 2.º Tempo - Michael Sohn/AP
Michael Sohn/AP
Donovan: O herói da classificação aos 45 do 2.º Tempo


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Primeira colocada da chave, os norte-americanos enfrentam o 2.º colocado do Grupo D. Já os ingleses pegam o 1.º colocado. A definição dos adversários começa às 15h30 com Gana e Alemanha e Austrália e Sérvia. O estadão.com.br acompanha os jogos.

"EUA ganharão antes dos africanos"
Apesar de sediarem o mundial pela primeira vez, parece estar claro que os africanos não vencerão em 2010. Pois pode acreditar, os Estados Unidos conseguirão antes deles.

Vice-campeã da Copa das Confederações, a seleção norte-americana repetiu a boa atuação um ano depois na África do Sul. O desempenho talvez não seja o mesmo. Fica um futebol que não encanta tecnicamente, porém que consegue os seus resultados.

"Grito de gol em Manhattan"
“Pode me dar a sua camisa, Donovan?”, dizia um cartaz na torcida mostrado após o jogo. “Yes, we can!”, dizia outro.

A Argélia tentava ir pela primeira vez às oitavas de final. Na Espanha 1982 chegou perto, mas Alemanha e Áustria entraram em campo sabendo do que precisavam e não fizeram lá muita questão de jogar, ao ponto de o árbitro interromper a partida e pedir ânimo.

"Yes, we can"
Clinton na tribuna, num papo animado com Blatter, presidente da Fifa, foi dar uma força. A torcida americana também compareceu. Em campo, 11 jogadores aplicados

Desta vez, não queria depender de ninguém e partiu para cima. Em menos de 10 minutos de partida, Djebbour acertou a trave e exigiu grande defesa de Howard. Parecia estar tranquila no jogo, mas acabou tendo suas forças minadas pela tranquilidade dos adversários.

Arbitragem de novo. Os Estados Unidos até chegaram a marcar, mas o auxiliar assinalou impedimento talvez por milímetros de Dempsey, o jogador mais perigoso do time. Pronto. Estava revivido o trauma daquela que seria a virada contra a Eslovênia, na segunda rodada. De novo pensando apenas no jogo, Altidore e Donavan dividiram uma bola e perderam a chance de abrir o placar.

Para a segunda etapa, só um gol já não servia para a Argélia - a Inglaterra ia vencendo a Eslovênia por 1 a 0 e a diferença no saldo de gols era o problema para os africanos. O time voltou ao ataque. Voltou sem a eficiência necessária para furar a boa defesa dos norte-americanos.

O time do técnico Bob Bradley percebeu então que tinha bola para ganhar o jogo. Sofreu com Altidore que se preocupava em trombar com os zagueiros e perdia gols embaixo da trave para desespero do ex-presidente Bill Clinton, que estava nas tribunas de honra do estádio.

 EUA Estados unidos 1
Howard; Cherundolo, Demerit, Bornstein (Beasley), Bocanegra; Bradley, Dempsey, Edu (Buddle), Donovan; Altidore     e Gomez (Feilhaber)
Técnico: Bob Bradley
 Argélia ARGÉLIA 0
Mbolhi; Bougherra, Halliche, Yahia    , Kadir; Yebda    , Lacen    , Djebbour (Ghezzal), Belhadj; Ziani e Matmour (Saifi).
Técnico: Rabah Saadane
Gols: Landon Donovan, aos 45 do 2.º Tempo.
Árbitro: Frank de Bleeckere (BEL)
Estádio: Loftus Versfeld, em Pretória

Emoção. Cada bola disputada era uma decisão. O jogo ganhava ares dramáticos e os times não desistiam. Dempsey, que ainda tomou uma cotovelada dentro da área, e Buddle erravam pelo menos duas chances claras.

Quando os Estados Unidos torciam mais para o segundo gol da Inglaterra que para o seu próprio time, um contra-ataque no minuto final deu a classificação. O craque do time Donovan pegou o rebote do goleiro para estufar as redes e pular da eliminação para a classificação em primeiro lugar.

O time comemorava como se fosse um título. Donovan estava eufórica até na entrevista oficial após o jogo. "Tivemos que passar por alguns riscos, mas valeu a penas. Os caras foram excepcionais e garantimos essa classificação", disse.


Brian Snyder/Reuters

Alterado às 14h12 para correção de informação




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