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Felipe Melo pede desculpas pelo revés, não por expulsão

'Todo mundo que entende de futebol viu o que fiz pela seleção brasileira'

02 de julho de 2010 | 15h 17
MILTON PAZZI JR. - Agência Estado

O volante Felipe Melo pediu desculpas ao torcedor pela derrota - e, consequentemente, a eliminação da Copa do Mundo - da seleção brasileira por 2 a 1 para a Holanda. Triste, incomodado, ele não considera, porém, que deva estender o pedido por causa da sua expulsão de campo, aos 27 minutos do segundo tempo.

Felipe Melo recebe o cartão vermelho por entrada desleal em Robben - Martin Meissner/AP
Martin Meissner/AP
Felipe Melo recebe o cartão vermelho por entrada desleal em Robben

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"Todo mundo que entende de futebol viu o que fiz pela seleção brasileira. O lance da expulsão foi uma falta na qual o juiz achou que tinha de dar cartão vermelho. Mas não dei um soco na cara dele [no holandês Robben], não cuspi na cara, tive de pisar na bola para tirar dele... Peço desculpas porque o Brasil perdeu, não pela minha entrada em si", justificou Felipe Melo.

Ao comentar a entrada que gerou o cartão vermelho, Melo se defendeu lembrando do lance em que se machucou, contra Portugal, na última rodada da primeira fase. "Foi uma jogada [com Robben], que, se você parar para pensar na jogada do Pepe [zagueiro português] comigo, foi muito mais perigosa, arriscou de quebrar minha perna". Ele ainda se defendeu de problemas na jogada do gol contra que fez. "No lance do primeiro gol, fui tentar cortar a bola, nem sei como foi, só vi a bola lá dentro".

Felipe Melo refutou ser eleito o grande vilão da eliminação do Mundial na África do Sul. "Não tenho que receber a culpa, isso é um grupo. Tenho minha parcela de culpa aqui, assim como no jogo da Coreia do Norte, da Costa do Marfim, quando comecei a jogada do gol. Falhamos e, assim como todos os milhões de brasileiros, eu queria ser campeão mundial".

O volante da seleção brasileira admitiu, porém, o inferno astral que viveu na temporada e amargou neste jogo. "Este é o ano mais difícil da minha carreira. Na Juventus não ganhamos nada, aqui na seleção essa é minha primeira derrota. Já não tenho mais o que chorar, estamos destruído por dentro".

Sobre o seu futuro, ele complementou: "Já falei com minha família, é difícil ligar para casa e ver filho, esposa chorando... Todas as pessoas que gostam de mim estão do meu lado. Já estava pensando numa eventual semifinal, a gente não vai encontrar (de novo) um grupo tão unido, tão alegre aqui na seleção brasileira. Agradeço a Deus pela oportunidade, mas nem tudo é da maneira que a gente pensa".




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