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Ferrari reconhece que carro atual é mais lento que o do ano passado

Diretor técnico, porém, avisa que perda de velocidade afeta todas as equipes da Fórmula 1

22 de março de 2011 | 14h 55
EFE

ROMA - O diretor técnico da Ferrari, Aldo Costa, reconheceu que o carro atual da equipe, o 150º - Italia, é mais lento do que o F10 da temporada passada, mas destaca que a perda de velocidade afeta todas as equipes do campeonato.

Felipe Massa treinou com o Ferrari 150º - Itália neste ano - Divulgação/Ferrari - 1/2/2011
Divulgação/Ferrari - 1/2/2011
Felipe Massa treinou com o Ferrari 150º - Itália neste ano

O modelo 2011 "não é mais rápido, mas menos, como os outros carros, porque a eliminação do difusor duplo é perceptível", afirma Costa em uma entrevista publicada hoje pelo jornal italiano Corriere dello Sport.

"Durante a [prova de] classificação, a perda de velocidade se verá parcialmente compensada com o uso livre da asa traseira móvel, no entanto esperamos carros mais lentos tanto na classificação, como na corrida", completa.

Durante a entrevista, Costa não entrou no mérito de avaliar quem será o primeiro piloto da escuderia italiana, mesmo sinalizando que, com os novos pneus da Pirelli, espera que o brasileiro Felipe Massa possa seguir o ritmo do espanhol Fernando Alonso, bicampeão do mundo de Fórmula 1.

"Espero que sim, porque precisamos de pilotos fortes, mas descobrimos eles só nas corridas, porque os testes não são um banco de provas que se pode levar em consideração", insiste.

Costa também considera que, com as novas regras da F1 este ano, será "improvável" que uma equipe possa impor sua superioridade como em anos anteriores.

"Agora todos os componentes são iguais para todos, é improvável que uma escuderia possa impor com vantagem sua própria superioridade", explica o italiano.

Ainda sobre as novas regras, o diretor técnico da Ferrari reconhece que, na escuderia, eram "decididamente contrários" à introdução da asa móvel, a qual descreve como "um dispositivo distinto de qualquer outro que tenha sido utilizado antes na Fórmula 1" e que o inspira uma "grande curiosidade".

Quanto ao "kers", Costa diz que sua equipe o fez "bem, confiável e seguro", três qualidades que, segundo o diretor técnico italiano, fazem com que a Ferrari "presumivelmente esteja mais avançada" do que o resto nesse aspecto.

Sobre outra das grandes novidades desta temporada, os pneus da Pirelli no lugar dos da Brigestone, Costa comenta a preocupação de alguns pilotos com relação ao rendimento na pista.

"Sejamos francos. A Pirelli começou a trabalhar em agosto e em seis meses deixou prontos pneus seguros e que oferecem um grande resultado. A constância deles e o rendimento do material são, no entanto, coisas que precisam melhorar", explica Costa, que insiste que o problema é saber "quando" essas melhorias serão realizadas.




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