Futebol é a bola da vez na Índia
Mercado esportivo deve gerar uma receita anual de R$ 3,4 bilhões até 2015 no país
SÃO PAULO - O nascimento da Premier League Soccer indiana foi impulsionado por um estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers que mostrou que o mercado esportivo deve gerar uma receita anual de US$ 2 bilhões (R$ 3,4 bilhões) até 2015 no país.
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Será o segundo maior valor entre os membros do BRICS (grupo de nações com economias emergentes formado também por Brasil, Rússia, China e África do Sul). O primeiro é o Brasil, que leva vantagem em relação aos demais por sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. A expectativa na Índia é de um crescimento anual de 5% nos negócios do esporte, a maior taxa mundial.
E muito do desenvolvimento do esporte indiano passa pelo futebol. A modalidade, que até 2008 era a terceira em audiência, atrás de lutas e críquete, agora é a segunda, alcançando em média 155 milhões de pessoas por transmissão. Os torneios de maior audiência são os campeonatos Inglês e Espanhol e a Copa dos Campeões da Europa.
Assim, os promotores da Premier League Soccer esperam faturar alto com os direitos de transmissão. A primeira edição foi vendida por US$ 7 milhões (R$ 12 milhões), mas a projeção é que esse valor suba substancialmente a cada ano. E mais uma vez é usado o estudo feito pela PricewaterhouseCoopers como referência.
Na Índia, os direitos da Copa do Mundo de 2002 custaram US$ 2,5 milhões (R$ 4,3 milhões). Quatro anos depois, o valor saltou para US$ 8 milhões (R$ 13,7 milhões) e no Mundial da África do Sul chegou a US$ 42 milhões (R$ 72,3 milhões).
É na tevê que está a principal fonte de renda da Premier League Soccer, já que para popularizar o futebol no país os ingressos custarão cerca de US$ 2 (R$ 3,4). Só assim para tentar encher estádios como o Salt Lake, em Calcutá, construído em 1984 e com capacidade para 120 mil pessoas - é a segunda maior arena do mundo - o Rungrado May Day, em Pyongyang, Coreia do Norte, comporta 150 mil pessoas.
VELOCIDADE
Os indianos também apostam alto no automobilismo para gerar lucros no esportes. Ano passado, a capital Nova Délhi sediou pela primeira um grande prêmio de Fórmula. A empresa Jaypee Sports International Limited gastou US$ 200 milhões (R$ 340 milhões) para levar a prova ao país.
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