Gay supera Powell e vence os 100 m no Mundial de atletismo
Com o tempo de 9s85, acima do recorde mundial, velocista norte-americano leva o ouro; Powell fica em 3.º
O norte-americano Tyson Gay superou o jamaicano Asafa Powell e conquistou, neste domingo, a medalha de ouro nos 100 m rasos do Mundial de atletismo em Osaka, no Japão. Gay alcançou o recordista mundial na metade da prova e venceu com o tempo de 9s85, seguido de Derrick Atkins, das Bahamas, com 9s91. Powell conseguiu terminar apenas com o bronze, depois de fazer o tempo de 9s96.
Apesar do inédito título, o velocista norte-americano não conseguiu levar o cheque de US$ 100 mil (cerca de R$ 200 mil) que a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) pagaria para quem abaixasse o recorde mundial, que ainda pertence ao rival jamaicana (9s77). Ele teve que se consolar com a quantia de "apenas" US$ 60 mil (cerca de R$ 120 mil) pago ao campeão.
"Gritei de alegria após cruzar a linha de chegada. Mas principalmente por causa da reação que consegui ao longo da minha carreira. Meu técnico me ajudou muito, me disse que ir ser campeão do mundo. Nos 70 metros, pensei nisso e reagi", disse Gay. "Naquele momento, pensei que precisava correr com um louco e aí me dei conta que poderia ganhar a corrida."
Apesar de ostentar o recorde mundial, Powell segue sem conquistar um título internacional de peso. No Mundial de 2003, em Paris (França), ele acabou sendo eliminado nas quartas-de-final por queimar a largada. No ano seguinte, na Olimpíada de Atenas (Grécia) novo fracasso ao terminar apenas na quinta posição. Já na edição passada do Mundial, em 2005 na Finlândia (Helsinque) o jamaicano não competiu por causa de uma lesão. "Larguei bem, liderei boa parte da corrida , mas acabei cometendo alguns erros e perdi a prova", comentou Powell. "Notei que ele [Gay] estava chegando quando senti que ele estava atrás das minhas costas. Acabei entrando em pânico, o que acabou me deixando mais lento", analisou.
Já no heptatlo para mulheres, a sueca Carolina Klüft ficou com o título ao fazer 7.032 pontos no total. A prata foi para a ucraniana Lyudmila Blonska (6.832), enquanto a britânica Kelly Sotherton (6.510) completou o pódio.
Nos 800 metros feminino, a cubana Zulia Calatayud, atual campeã da prova, decepcionou ao ser eliminada nas semifinais ao terminar na última colocação da sua bateria, com o tempo de 2min06s97. A queniana Janeth Jepkosgei foi a mais rápida do dia ao vencer a terceira eliminatória, com a marca de 1min56s17.
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