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Olimpíada: Vôlei e Ginástica

Ginástica artística masculina: medalha inédita pode vir no masculino

Diego Hypólito e Arthur Zanetti, que subiram ao pódio no Mundial, são esperança brasileira em Londres

20 de janeiro de 2012 | 2h 41
Amanda Romanelli - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A ginástica masculina não conseguiu classificar a equipe completa para a Olimpíada de Londres, mas definitivamente saiu da sombra das meninas. Pela primeira vez na história, garantiu mais de um atleta nos Jogos - serão três - e, mesmo com um time compacto, é favorita para dar ao País a primeira conquista olímpica na modalidade.

Diego quer superar a frustração de Pequim - Jonne Roriz/AE
Jonne Roriz/AE
Diego quer superar a frustração de Pequim

Diego Hypólito e Arthur Zanetti são os nomes que renovam a esperança brasileira de sair do zero do quadro de medalhas. “Eu acredito realmente que podemos sair com essa medalha. Nossos atletas têm condições, física e tecnicamente”, diz Leonardo Finco, supervisor da equipe masculina, colocando japoneses e chineses como os principais candidatos ao pódio em Londres.

“O Diego já tem uma experiência olímpica anterior, o que conta muito. E o Arthur é um atleta que está trabalhando muito forte para essa medalha. São duas chances reais (de pódio).”

O Brasil ainda vai indicar um terceiro ginasta para ir a Londres. O favorito é Sergio Sasaki, de apenas 19 anos. O atleta é um especialista no individual geral e deve ser o indicado para ocupar a vaga, conquistada por ele próprio no evento-teste de Londres, este mês.

“Essa vaga é do País, mas tudo indica que é ele quem vai ocupá-la”, diz Finco. “O Sergio teve os melhores resultados do Brasil nos últimos três eventos mais importantes (Mundial, Pan e evento-teste).”

Nova chance. Diego, de 25 anos, foi para a Olimpíada de Pequim como o favorito para conquistar o ouro na disputa do solo - era, afinal, o bicampeão mundial do aparelho. Mas uma queda na final lhe deixou em 6.º.

O ciclo olímpico que agora termina não foi fácil para Diego, que enfrentou lesões e cirurgias. Às vésperas dos Jogos, e mesmo com um problema no ombro esquerdo - que deve ser operado após Londres -, o ginasta mostrou que continua trilhando o caminho das vitórias. No Mundial de Tóquio, em outubro, ficou com o bronze no solo e ganhou dois ouros no Pan de Guadalajara.

“Não acho que eu seja um ginasta melhor que há quatro anos, mas com certeza amadureci. Tenho consciência de onde é cada ponto. E ninguém é robô, vitórias e derrotas acontecem.”

Zanetti, de 21 anos, disputa a Olimpíada pela primeira vez. Mas, vice-campeão mundial das argolas, mostra que é forte candidato ao pódio. “O chinês (Yibing Chen, atual campeão olímpico) é o principal adversário do Arthur”, afirma Finco. “Mas ele já está trabalhando em uma nova série para tentar superá-lo.”


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