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Olimpíada: Vôlei e Ginástica

Ginástica rítmica: russas dominam, com beleza e precisão

Disputa em Londres deve coroar, mais uma vez, o talento da imbatível ginasta Evgenia Kanaeva

20 de janeiro de 2012 | 3h 58
Amanda Romanelli - O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Se há uma certeza na ginástica rítmica, é a de que a Rússia é a referência mundial na modalidade disputada apenas por mulheres que exibem beleza, elegância e precisão no tapete. E se há uma certeza na Olimpíada de Londres, é a de que Evgenia Kanaeva, ouro em Pequim/2008, será a que melhor exibirá esses atributos, amealhando todas as medalhas possíveis.

Evgenia Kanaeva é a única a conseguir nota máxima na fita - Laszlo Balogh/Reuters
Laszlo Balogh/Reuters
Evgenia Kanaeva é a única a conseguir nota máxima na fita

Com apenas 21 anos, a russa da cidade de Omsk (localizada a 2.700 km de Moscou, no oeste da Sibéria) é absolutamente dominante na modalidade. Em 2009, no Mundial de Mie (Japão), tornou-se a primeira ginasta a conquistar a medalha de ouro em todas as provas disputadas na competição. Foram seis títulos: por equipe e individual, além da corda, fita, bola e arco.

Para quem achava o feito impressionante e, provavelmente, inigualável, a jovem de 1,68 m e apenas 43 kg mostrou que seu talento é único. No Mundial de 2011, realizado em setembro na cidade de Montpellier (França), repetiu a dose: novamente, uma campanha com 100% de aproveitamento.

Um mês depois, Evgenia voltou a fazer história. Na disputa do Grand Prix de Brno (República Checa), a russa mostrou que a perfeição é possível. Pela primeira vez, uma ginasta tirou nota máxima em sua apresentação. Evgenia ganhou 10 nos três critérios de avaliação - dificuldade, execução e artístico -, somando 30 pontos na final da fita, considerado o mais difícil dos aparatos.

Soberania. A Rússia é o país que mais ganhou medalhas olímpicas na história da ginástica rítmica, introduzida no programa dos Jogos em Los Angeles/1984. Até agora, atletas russas levaram seis dos nove ouros em disputa.

O Brasil domina o cenário pan-americano - nos Jogos de Guadalajara, em 2011, o País garantiu o tetracampeonato no conjunto. E, pela primeira vez, ganhou medalhas individuais. Angélica Kvieczynski subiu quatro vezes ao pódio, com uma prata e três bronzes.

Apesar do sucesso “caseiro”, a equipe brasileira não conseguiu vaga para os Jogos de Londres, após ter competido nas três últimas edições. O conjunto participou da Olimpíada de Pequim como convidado e acabou ficando em último lugar - a 12.ª posição.


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