Jean Todt insinua que Interlagos não deve ter mudanças
Ele lembrou ainda da morte de Ayrton Senna, há 17 anos, foi a última dentro da categoria mais famosa do automobilismo
SÃO PAULO - Jean Todt, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), esteve nesta terça-feira em São Paulo. Ele participou do evento "Década de Ação e Segurança no Trânsito", programa das Nações Unidas e apoiado pela FIA para a implementação de ações preventivas de segurança no trânsito.

O dirigente francês, que por muitos anos foi diretor da equipe Ferrari, evitou ao máximo falar sobre a Fórmula 1. Porém, ao ser questionado sobre a segurança da pista de Interlagos, que abriga o GP do Brasil, última prova do calendário da F-1 deste ano (27/11), e onde recentemente três pilotos morreram, o dirigente deu a entender que a FIA não deve exigir novas alterações.
"Nós estamos alertas aos episódios ocorridos em Interlagos em outra categoria. Foram feitas investigações detalhadas a respeito dos carros (envolvidos nos acidentes), não da pista. Mas todos podem ter certeza que todas as medidas vão ser tomadas para evitar a repetição desse tipo de acidente".
Em abril deste ano, o piloto Gustavo Sondermann, que disputava uma prova da Copa Montana, morreu na pista paulistana. No mesmo mês, Paulo Kunze, piloto da Stock Paulista, também morreu ao sofrer acidente em Interlagos. Em fevereiro, em evento de uma escola de pilotagem de motocicletas, o fotógrafo João Lisboa também perdeu a vida.
Sondermann e Lisboa sofreram o acidente na chamada "Curva do Café", local onde os pilotos de diversas categorias chamam de a curva mais perigosa do Brasil. Em 2007, o piloto da Stock Light, Rafael Sperafico, também morreu em um acidente. Após as tragédias, uma chicane foi construída na curva. No entanto, para o GP do Brasil de Fórmula 1, ela não deverá ser utilizada.
Segurança. No evento, Todt também comentou sobre a contribuição do automobilismo para a segurança no trânsito, já que uma série de acessórios usados atualmente pelos automóveis de ruas foi desenvolvida e testada em carros de corrida.
Ele lembrou ainda da morte de Ayrton Senna, a última dentro da categoria mais famosa do automobilismo. "Há 17 anos não há mortes na Fórmula 1. Sabemos que é um esporte perigoso, mas a FIA trabalha constantemente para evitar problemas como acidentes e diminuir os riscos. A Fórmula 1 tem excelentes condições de segurança".
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