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Jogadoras da seleção trocam futebol pelo surfe em Santos

Erika, Fran, Ester e Maurine aceitam desafio e tentam praticar esporte com ajuda de 'professores' na praia

28 de agosto de 2008 | 23h 31
Rejane Lima - Agência Estado

Medalhas de Prata nas Olimpíadas de Pequim, as quatro jogadoras do Santos que integraram a Seleção Brasileira de Futebol deixaram os gramados nesta quinta-feira (28) rumo ao Quebra Mar da praia José Menino. O desafio era que Erika, Fran, Ester e Maurine trocassem, ao menos por um dia, a bola por uma prancha de surfe.

Fran desistiu minutos antes, porém suas três companheiras de equipe mostraram a mesma determinação do time na China e não saíram da água antes de conseguirem ficar em pé na prancha.

A aula especial foi a maneira dos veteranos das ondas Picuruta Salazar e Rico de Souza homenagearem as vice-campeãs olímpicas, que levaram suas medalhas à praia e receberem noções do esporte ainda na areia, antes de entrarem no mar. "A gente sabe que elas têm um bom preparo físico, são talentosas e o mar está em condições ideais, mas mandaram muito bem", elogiou Rico.

Picuruta lembrou que qualquer pessoa, de qualquer idade, pode aprender a surfar, e que a calma das jogadoras foi essencial ao bom desempenho delas sobre as ondas. "O preparo físico do surfe é completamente diferente do futebol, é muito braço", completou o professor de surfe.

A volante Ester, de 26 anos, foi a que mostrou mais jeito para o esporte. A atleta nem parecia uma paulistana que pouco freqüentava a praia na infância e que tinha medo do mar. Há quase três anos morando em Santos, Ester disse que quando ia à praia só ficava "sentadinha tomando um suco". "Mas eu amei essa experiência. O meu primeiro amor é o futebol, mas dá pra ser um segundo. Quem sabe quando estiver de folga ou me aposentar?", brincou a atleta, que promete comprar uma prancha e se matricular na escolinha de surfe.

Descontraída, a zagueira da Seleção Erika, que no Santos é atacante, afirma que achou o esporte "um pouquinho difícil" e elogiou a ajuda dos professores. "Eles sabem tudo, colocam a gente ali em qualquer situação e eles conseguem, não sei como consegui ficar algumas vezes lá em pé", indagou-se a jogadora. Erika disse que o surfe pode se tornar um hobby, mas reclamou que seus longos cabelos lisos se embaraçaram no mar, diferentemente dos gramados, onde são suas pernas que sofrem.




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