LDU derrota Fluminense nos pênaltis e fatura a Libertadores
Equipe equatoriana vence por 3 a 1 e dá ao Equador o primeiro título da competição sul-americana
O dia mais importante nos quase 106 anos de história do Fluminense foi amargo. Em um duelo histórico e eletrizante, o tricolor das Laranjeiras bateu na madrugada desta quinta-feira a LDU no tempo normal por 3 a 1 (0 a 0 na prorrogação), mas acabou derrotado na cobrança de pênaltis por 3 a 1, para desespero de cerca de 80 mil torcedores que lotaram o Maracanã. Veja também: Renato Gaúcho: 'Tinha a certeza do título' Presidente do Fluminense: 'Árbitro é moleque e safado' Resultados e classificação final Bate-Pronto: Acabou o conto de fadas do Fluminense Título da LDU tem sabor de superação para Guerrón É o primeiro título de Copa Libertadores da história do futebol equatoriano. A LDU, que passou boa parte do jogo na defensiva, também garantiu vaga na final do Mundial de Clubes da Fifa, que acontecerá em dezembro, no Japão. O Fluminense, que prometeu uma premiação de R$ 1,5 milhão aos jogadores em caso de título, perdeu a chance de se tornar o nono clube brasileiro a conquistar o troféu. Os únicos do Rio de Janeiro a ganhar o torneio foram Flamengo e Vasco. O Maracanã foi um verdadeiro caldeirão. Um festival de fogos de artifício deu uma recepção especial ao time carioca. No entanto, o duelo começou "frio", com 11 minutos de atraso, pois o árbitro argentino Héctor Baldassi "encafifou" com alguns fotógrafos posicionados na lateral do campo - ele só iniciou a partida depois que os profissionais foram retirados. E por ter "esfriado", o Fluminense acabou surpreendido logo aos 5 minutos. Em rápido contra-ataque, o lateral Guerrón passou pela marcação de Ygor e cruzou no meio da área para Bolaños. O meia do time equatoriano bateu rasteiro, sem chances para o goleiro Fernando Henrique. O gol não inibiu os jogadores do Fluminense. O atacante Washington teve a chance de empatar aos 9 minutos, quando matou no peito e chutou cruzado. Mas a bola foi para fora. Iniciava-se uma grande pressão. O grande nome da noite para o Fluminense foi Thiago Neves. Aos 11 minutos, o meia arriscou de longe, rasteiro. A bola não foi forte, mas entrou no canto de Cevallos - o goleiro da LDU demorou para pular na bola. Com o empate, a pressão do Fluminense só aumentou. A LDU passou a explorar o contra-ataque, principalmente o mau posicionamento dos zagueiros Thiago Silva e Luiz Alberto. Mas Thiago Neves chamou a responsabilidade e marcou o segundo gol do tricolor. Em rápida cobrança de lateral, Cícero foi até a linha de fundo e cruzou para o meio da área. Thiago Neves tocou, aos 27 minutos, para as redes e incendiou o Maracanã. A CAMPANHA DA LDU Fase de Grupos 20/2 - LDU 0 x 0 Fluminense 4/3 - LDU 2 x 0 Libertad 12/3 - Arsenal 0 x 1 LDU 26/3 - LDU 6 x 1 Arsenal 8/4 - Libertad 3 x 1 LDU 17/4 - Fluminense 1 x 0 LDU Oitavas-de-final 29/4 - LDU 2 x 0 Estudiantes 6/5 - Estudiantes 2 x 1 LDU Quartas-de-final 15/5 - San Lorenzo 1 x 1 LDU 22/5 - LDU 1 x 1 San Lorenzo (5 x 3) Semifinais 27/5 - América-MEX 1 x 1 LDU 3/6 - LDU 0 x 0 América-MEX Final 25/6 - LDU 4 x 2 Fluminense 2/7 - Fluminense 3 x 1 LDU (1 x 3) Entusiasmado, o goleiro Fernando Henrique quase fez uma lambança dois minutos após o gol. Ele tentou sair com a bola e perdeu na entrada da área. Por sorte, os atacantes da LDU não conseguiram aproveitar. O Fluminense só não deixou o primeiro tempo com uma vantagem de dois gols por influência direta do árbitro Héctor Baldassi. Aos 30 minutos, ele deixou de marcar um pênalti em Washington, que foi derrubado na área por Ambrosi. FINAL ELETRIZANTE O técnico Renato Gaúcho colocou Dodô no segundo tempo na vaga de Ygor. A ordem era clara: atacar e acabar com a LDU. E Dodô logo acertou uma bola na trave, aos 7 minutos, após receber passe e entrar na área. Mas o destaque da noite era Thiago Neves. Aos 11 minutos da etapa final, o jogador foi derrubado na entrada da área por Araujo. O próprio Thiago Neves foi para a cobrança. Ele bateu com perfeição, para delírio dos tricolores. Com a vantagem desfeita, a LDU, que havia vencido o primeiro duelo, no Casa Blanca, por 4 a 2, teve de ir para o ataque. E assustou. Aos 23 minutos, Bieler chutou na entrada da área. A bola desviou e tocou na trave de Fernando Henrique. O Fluminense também teve a sua chance. Aos 36 minutos, Júnior Cesar foi parado com falta n Fluminense 3 (1) Fernando Henrique; Gabriel (Maurício), Thiago Silva , Luiz Alberto e Junior Cesar; Ygor (Dodô), Arouca (Roger), Darío Conca, Thiago Neves; Cícero e Washington Técnico: Renato Gaúcho LDU 1 (3) Cevallos ; Campos, Araujo e Calle; Guerrón , Urrutia, Vera , Bolaños (Salas) e Ambrossi; Manso (William Araujo) e Bieler Técnico: Edgardo Bauza Gols: Bolaños, aos cinco, e Thiago Neves, aos 11 e aos 27 minutos do primeiro tempo; Thiago Neves, aos 11 minutos do segundo tempo. Nos pênaltis, Cícero acertou e Conca, Thiago Neves e Washington erraram para o Fluminense; Urrutia, Salas e Guerron converteram e Campos errou para a LDU
Árbitro: Héctor Baldassi (Argentina)
Renda: R$ 3.910.044,00
Público: 78.918 pagantes
Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)o bico da área - Urrutia cometeu a infração. Conca cobrou e levantou a bola. Cícero desviou de cabeça e mandou por sobre o gol. Nenhuma das equipes conseguiu ganhar o título no tempo regulamentar e o jogo foi para a prorrogação - na final da Libertadores, o critério gol fora de casa não serve para desempate. A expectativa era que o Fluminense começasse a prorrogação como um rolo compressor. Mas não foi isso o que ocorreu. A melhor chance no primeiro tempo foi da LDU. Aos cinco minutos, o time equatoriano levantou bola na área. Fernando Henrique não saiu do gol e a bola quase entrou. Na segunda etapa da prorrogação, o árbitro, desta vez, errou em favor do Fluminense. Bieler tocou de cabeça para o fundo das redes, aos 11 minutos. Baldassi marcou impedimento, que não existiu. Assim, a Libertadores foi decidida nos pênaltis. Nas cobranças, a LDU venceu por 3 a 1 - perderam para o Fluminense Conca, Thiago Neves e Washington. Festa equatoriana no Maracanã.
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